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    A câmara clara - Notas sobre a fotografia

    Roland Barthes

    Nova Fronteira
    2022
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9786556404592
    Português Brasileiro
    4
    917 avaliações
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    Publicado pela primeira vez em 1980, A câmara clara inovou a abordagem da linguagem fotográfica, tornando-se uma das maiores referências no assunto até hoje. Neste clássico francês, Roland Barthes estabelece uma correlação entre os processos ópticos de reprodução da imagem para nos mostrar que sem a intervenção pessoal do observador a fotografia ficaria limitada ao registro documental. Não representa, portanto, um tratado sobre a fotografia como arte nem uma história sobre o tema. Apesar do subtítulo, nota sobre a fotografia, o centro do livro é o objeto artístico, o signo expressivo. É uma reflexão sobre a imagem fotográfica, além de uma apaixonada e dramática meditação sobre a vida e a morte, a permanência e a finitude, o artesanal e o mecânico. Como em muitos de seus trabalhos, Barthes rejeita os caminhos mais explorados e se lança à tarefa de decifrar o signo expressivo, o objeto artístico, a “obra” entendida como mecanismo produtor de sentido.

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    Guilherme Monteiro picture
    Guilherme Monteiro12/04/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um olhar emotivo sobre a fotografia

    Confesso que em algumas horas eu me perdi nos pensamentos românticos de Barthes. Mas é inegável o seu profundo envolvimento sentimental, que ele descreve muito bem e nos entrega uma contemplação através das emoções, principalmente a mórbida, do que se faz a fotografia, ou melhor, do que se fez. Uma viagem que amplia bastante nosso olhar pela fotografia, e que vale a pena ser lido.

    14 curtidas

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    Avaliações

    4 / 917
    • 5 estrelas34%
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    Roland Barthes

    Roland Barthes foi múltiplo. Intelectual, escritor, professor, pintor amador, não apenas transitou entre diferentes correntes do pensamento como também as forjou. Foi da crítica ideológica de inspiração marxista à semiologia dura, da teoria do texto a partir das sensações ao estudo da fotografia. Seus objetos de interesse eram inusitados: dos romances de Balzac aos tecidos de organza, do sabão em pó ao haicai. Não é à toa que sua obra influenciou — e continua a fazê-lo — a filosofia, a antropologia, os estudos literários, a linguística, a teoria da comunicação e as artes visuais e performáticas. Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão. Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.

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    Normandia, França

    Roland Barthes