VEI é resgatada do mar, por pouco, salva e presa, uma vez que acreditam que ela possa ser uma bruxa do mar ou um mau presságio. Acontece que VEI não é de Midgard, ela é de Jotunheim e foi lançada ao mar pelo deus e gigante a quem servia, sem mais explicações. Os deuses dos humanos são inimigos dos gigantes, então, eles exigem que VEI os leve até seu reino, para que este seja conquistado pela honra de Odin.
Nada acontece como planejado, e VEI se vê livre, de volta ao lar, sem entender o que aconteceu e por que foi descartada. Ela então descobre que, agora que voltou, é uma das escolhidas pelos Jotun para ser parte de uma competição de vida ou morte contra os Aesir, que pode mudar o destino do mundo.
A narrativa é até simples, mas funciona muito bem nesse contexto de quadrinho, que ainda traz muita ação e um foco na construção desse mundo de gigantes e deuses e na amarração com a mitologia nórdica mais conhecida, os mitos, as lendas, as rivalidades e a criação dos mundos.
A história é contada em 5 capítulos, que mostram um pouco da personagem, das motivações e dos problemas gerais, além de um capítulo que pincela a lenda da criação do mundo e da ascensão de Odin e dos Aesir. A arte é maravilhosa, com cores beeem vivas e traços fortes, que trazem esse aspecto de dureza e brutalidade, sem perder a parte fantástica, com magias, deuses, gigantes e monstros.
Gostei do design dos Jotun, do azul vibrante e das características que mostram outra interpretação desses seres. VEI é também muito interessante e promete muito para o capítulo final. Gostei de ver Loki, Odin, a sociedade dos gigantes e como funciona a relação deles com os humanos de Jotunheim. O final acontece bem no meio da grande competição, depois de algumas batalhas interessantes, deixando muita coisa para acontecer no próximo.