Psicologia das massas e análise do eu (Freud Essencial) -

    Sigmund Freud

    Lebooks Editora
    2020
    102 páginas
    3h 24m
    ISBN-10: B088C3R1SR
    Português Brasileiro

    Em Psicologia das Massas e Análise do Eu, Freud resgata as teorias de um sociologo de seu tempo chamado Le Bon. Para ele, o indivíduo ganha imenso poder ao se associar a um grupo e sente segurança em fazer parte dele. Freud acrescenta no entanto, que este sentimento de pertencimento leva a uma perda da consciência individual. Assim, as sensações que permeiam o grupo tendem a ter uma grande influência e se sobrepor à consciência individual. Nos últimos anos no Brasil, observa-se com clareza comportamentos massificados, atualmente potencializados pelas redes sociais. A análise que Freud realizou sobre esse tipo de comportamento continua plenamente válida e útil nos dias atuais. É essa análise que está disponível agora ao leitor em Psicologia das Massas e Análise do Eu.

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    Reginaldo Aparecido de Freitas24/11/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    PSICOLOGIA DAS MASSAS E ANÁLISE DO EU (Massenpsychologie Ich-Analyse, 1921), de Sigmund Freud. Este foi um dos títulos mais procurados na Amazon nas últimas semanas. E não é difícil imaginar o porquê. As recentes manifestações antidemocráticas no país acabaram despertando nas pessoas o interesse em entender esse tipo de movimentação. Os vídeos e depoimentos desses manifestantes, vinculados nas redes sociais, mostram pessoas que parecem totalmente descoladas da realidade. Sequer existe um mínimo de racionalidade nas suas argumentações. Segundo Freud aponta nesta obra: "Um grupo é extremamente crédulo e aberto à influência; não possui faculdade crítica e o improvável não existe para ele". Mais adiante: "Quem quer que deseje produzir efeito sobre ele, não necessita de nenhuma ordem lógica em seus argumentos; deve pintar nas cores mais fortes, deve exagerar e repetir a mesma coisa diversas vezes". Rematando: "[...] os grupos nunca ansiaram pela verdade. Exigem ilusões e não podem passar sem elas. Constantemente dão ao que é irreal precedência sobre o real; são quase tão intensamente influenciados pelo que é falso quanto pelo que é verdadeiro. Possuem tendência evidente a não distinguir entre as duas coisas". Alimentados por uma rede de desinformação que busca manter acesa a indignação da massa, esses indivíduos, ao se sentirem parte de um grupo, dissociam-se, muitas vezes, do que seria seu comportamento padrão natural - racional, prudente, cordato, culto etc. Do sociólogo Le Bon, citado por Freud: "[...] pelo simples fato de fazer parte de um grupo organizado, um homem desce vários degraus na escada da civilização. Isolado, pode ser um indivíduo culto; numa multidão, é um bárbaro, ou seja, uma criatura que age pelo instinto". A análise de Freud, realizada há mais de cem anos, é esclarecedora e, infelizmente, ainda válida para os tempos atuais.

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