O Capote / O Retrato -

    Nicolai Gogol

    L & PM
    2000
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: B00A3D1DV4
    Português Brasileiro

    Contista genial, romancista e teatrólogo, é considerado um dos fundadores da moderna literatura russa. Depois de muitas tentativas (quis ser ator, poeta, funcionário público), conseguiu ser contratado para colaborar com alguns jornais, tornando-se conhecido do público leitor. Seu livro de estréia, Numa fazenda perto de Divanka (1832), uma coletânea de contos picarescos e bem-humorados, foi um enorme sucesso de público, transformando-o da noite para o dia em uma celebridade. A partir daí iniciou uma bem-sucedida carreira literária, sendo contratado como professor de História Medieval na Universidade de São Petersburgo, cidade onde viveu muitos anos. Mal adaptado ao mundo, Gogol morreu amargurado, vítima de alucinações, revoltado com seu tempo, a arte e a política. Renovador e vanguardista, Nicolai Vassilievitch Gogol trouxe para a literatura russa o realismo fantástico e escreveu algumas obras-primas do conto universal. Os contos O capote – considerado por intelectuais como Jean-Paul Sartre como fundador da literatura moderna – e O retrato são algumas das peças mais líricas da vertiginosa obra de Gogol. Leia também O diário de um louco, ambientado em São Petersburgo, um conto que mistura realidade e sonho, e O nariz, uma farsa absurda e inquietante, disponíveis no vol. 201 da Coleção L Pocket.

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    Conta Desativada 25/01/2026Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Entre capotes e retratos

    "Prefiro o homem que confessa sua ignorância àquele que se faz de entendido e não consegue mais do que estragar tudo." Esse livro reúne dois contos do Gogol. Em O Capote, conhecemos Akaki Akakiévitch, um funcionário público quase invisível, que só é notado quando vira alvo de chacota. Quando seu capote novo é roubado e ele precisa de ajuda para recuperá-lo é ignorado pela justiça e humilhado pelas autoridades, interessadas apenas em status e poder. O elemento fantástico do final aparece como a única forma de justiça possível para alguém que dentro daquele sistema, não tem valor algum. Em O Retrato, conhecemos Tchartkov, um pintor talentoso, mas pobre, que muda de vida ao adquirir um quadro antigo e estranho. O dinheiro que surge a partir disso faz com que ele se afaste da arte verdadeira e se aproxime do sucesso fácil e da aprovação da elite. O conto é dividido em duas partes, sendo a segunda a que aprofunda a origem do quadro e reforça o tom sobrenatural e sombrio da história. Gostei muito das críticas presentes nas duas histórias, mas a escrita de Gogol não é das que mais me agradam, já que os parágrafos longos, quase sem pausa, deixaram a leitura cansativa. Ainda assim, as narrativas são boas o suficiente para que eu talvez me arrisque a ler algo mais do autor futuramente.

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