The year is 1969. In the state of Kerala, on the southernmost tip of India, a skyblue Plymouth with chrome tailfins is stranded on the highway amid a Marxist workers' demonstration. Inside the car sit two-egg twins Rahel and Esthappen, and so begins their tale. . . . Armed only with the invincible innocence of children, they fashion a childhood for themselves in the shade of the wreck that is their family—their lonely, lovely mother, Ammu (who loves by night the man her children love by day), their blind grandmother, Mammachi (who plays Handel on her violin), their beloved uncle Chacko (Rhodes scholar, pickle baron, radical Marxist, bottom-pincher), their enemy, Baby Kochamma (ex-nun and incumbent grandaunt), and the ghost of an imperial entomologist's moth (with unusually dense dorsal tufts). When their English cousin, Sophie Mol, and her mother, Margaret Kochamma, arrive on a Christmas visit, Esthappen and Rahel learn that Things Can Change in a Day. That lives can twist into new, ugly shapes, even cease forever, beside their river "graygreen." With fish in it. With the sky and trees in it. And at night, the broken yellow moon in it. The brilliantly plotted story uncoils with an agonizing sense of foreboding and inevitability. Yet nothing prepares you for what lies at the heart of it. The God of Small Things takes on the Big Themes—Love. Madness. Hope. Infinite Joy. Here is a writer who dares to break the rules. To dislocate received rhythms and create the language she requires, a language that is at once classical and unprecedented. Arundhati Roy has given us a book that is anchored to anguish, but fueled by wit and magic.
The God of Small Things -
Arundhati Roy
Edições (1)
Ver maisLeituras de 2023 | 2° Ciclo de Leituras: Literatura & Sociedade O Deus das Pequenas Coisas [1997] Arundhati Roy (Índia, 1961-) Cia. das Letras, 1998, 344 p. Trad. José Rubens Siqueira Pela voz de um narrador que sabe um pouco de tudo e todos, que vê passado e presente e se encontra às vezes bem colado às personagens, somos apresentados à história de uma família com pedigree de ancestralidade que vive em Ayemenem, uma vila no distrito de Querala, sul da Índia. Como um diligente anfitrião, o romance nos apresenta cada canto de seu edifício ficcional: conta histórias do lugar e das pessoas que nele vivem e relembra episódios passados, às vezes antecipando o que estamos prestes a encontrar no cômodo contíguo, às vezes voltando a um quarto já visitado para ter a certeza de que não esquecemos o que vimos por lá. Assim, a retomada de temas e situações força leitores a olhar para trás e não esquecer como as pequenas tragédias cotidianas articulam tragédias maiores, irreversíveis. Esta última é apresentada logo no primeiro capítulo: a morte de uma criança inglesa, Sophie Mol, que passava suas férias na Índia. As demais tragédias, ditas pequenas, são reveladas aos poucos, à medida que o fio narrativo acompanha a história de vida dos gêmeos bivitelinos Rahel e Estha, especialmente entre 1969, ano da morte de Sophie, e 1993, quando Rahel retorna à Índia dos EUA. Em torno desses pequenos protagonistas, uma galeria de personagens complexas e bem caracterizadas opera dentro dos limites de suas próprias motivações, frustrações e preconceitos, num emaranhado social e político no qual o impensável virava pensável e o impossível realmente acontecia (p. 41). A Índia de Arundhati Roy é um país que vive simultaneamente em vários séculos. A autora é mordaz em sua crítica aos efeitos do imperialismo no imaginário dos indianos, bem como ao sistema de castas. Na fatura do romance, será exatamente esse ponto de tensão social que desencadeará a máquina destruidora de mundos, reforçando as duas lições amargamente aprendidas muito cedo pelos gêmeos: Tudo pode acontecer para Qualquer Um; e É melhor estar preparado. Ammu, mãe de Estha e Rahel, poderia ser considerada o ponto de desequilíbrio da narrativa se Roy não tivesse, na verdade, distribuído entre os membros da família Ipe diferentes pesos na responsabilidade pelos desdobramentos da história. Será mais correto sugerir, portanto, que Ammu é a força centrípeta da desordem social, política, religiosa e emocional que o romance tenta articular. É por meio de suas ações que as Grandes Coisas e as Pequenas Coisas se embatem na narrativa, com vitória para o Medo, a História, a Religião e as Instituições. Do outro lado deste cabo de guerra, a natureza e aquilo que é natural o desejo entre os corpos contamina intensamente (ou irremediavelmente) a linguagem, marcada por cores, cheiros, sabores, bichos, plantas, frutos, sons e movimentos que servem de lembrete da força incontrolável daquilo que antecede a humanidade. Publicado no ano em que se celebravam os 50 anos da independência da Índia, o romance de Roy discute as cicatrizes deixadas pelo imperialismo, em cujo âmago se encontra a institucionalização da injustiça. Mas O Deus das Pequenas Coisas são muito mais histórias dentro da história. Para mim, ele permanecerá ainda por muito tempo como a história de uma mariposa dentro do coração de uma menina. De como ela mexe suas patas geladas com os pés trêmulos e veludosos. A história de como uma mariposa parda com tufos de pêlo dorsal excepcionalmente densos desdobrou as asas predadoras no coração de uma criança. Para mim é (sobretudo) sobre isso O Deus das Pequenas Coisas. #arundhatiroy #odeusdaspequenascoisas #literaturaindiana #romances #resenhasdelivros #resenhadelivro #literaturacontemporânea #literatura #leiamulheres #literatoni
Estatísticas
Avaliações
4.4 / 46- 5 estrelas50%
- 4 estrelas37%
- 3 estrelas13%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%

