Novembro de 2022
"Luiz Gama" É figura conhecida no meio acadêmico e político (mais ou menos) onde tem alguns títulos em reconhecimento à sua militância abolicionista, mas é amplamente desconhecido pela população brasileira, onde deveria ser notório como herói da nação. Direcionamento da reportagem, destacando a biografia de Gama, nobre como escritor e jornalista, mas principalmente como advogado (história admiràvel à parte, que inicia na vida escravizada) defendendo não apenas escravos, mas outros grupos injustiçados e desfavorecidos como o de imigrantes. Viajando no devaneio, a mídia costuma ovacionar pessoas diversas (muitas vezes questionáveis), sabendo como fazer.... Bem que Luiz Gama poderia ser apresentado nesse meio de adesão popular fácil, tipo numa minissérie ou, vá lá, em novela. Entre acertos ou erros o povo pelo menos teria a criticidade despertada para passado importante. E olha que a biografia denotou aspectos muito curiosos e excepcionais na descoberta, o que, no final das contas, é objetivo na edição. Taí um caminho... "O faraó menino" Foco em outra figura histórica, mundialmente conhecida, principalmente pelas produções de adesão popular, como documentários, filme e série: Tutancamon. O que mais chamou minha atenção na leitura foi a contra-revolução que fez em relação ao pai, o faraó Akenaton (história que mexeu com a religião e política). Uma amostra do jogo de interesses políticos que permeia a humanidade desde tempos remotos... "À flor da pele" Breve história sobre a tatuagem. Quer um bizum da revista? O homem tatuado mais antigo que se conhece, segundo o texto, foi um achado no gelo chamado de Otiz (com cerca de 5 mil anos e mais de 25 marcas identificadas como tatoos). Olha, em outro devaneio, vou registrar que o mais antigo que acredito foi Caim (aquele da Bíblia, conheces sua história?). "Para além das quatro linhas" Esse ano a revista economizou na historicidade sobre a Copa (observação e descontentamento), mas enfim, adiante... Curti essa reportagem também. É sobre o contexto de polêmicas nas copas, como acontece nessa de agora. Lembrando que são polêmicas relacionadas à estruturação da sociedade... Das cinco copas selecionadas no texto fui instigado mais pelas de 1966 e 1978. A na Inglaterra pelo contexto de velado racismo, afinal, não teve representante africano. Designaram uma vaga para o continente, em que o campeão deveria ir depois para triangular de repescagem (o que provocou boicote e nenhuma ação favorável para resolver). Muitos africanos elegeram Eusébio como representante da identidade (só agora descobri que nasceu em Moçambique). A da Argentina por conta da ditadura, que enviou "sutil" recado ao artilheiro Reinaldo para não comemorar gol com o punho levantado dos Panteras como fazia (grupo considerado esquerdista). O recado foi lembrança da morte de JK, o que levou o jogador a se imaginar alvo da Operação Condor (aliança entre ditaduras sulamericanas anti-socialismo). Essa copa teve muita coisa escusa... Já li sobre manobra na final, em que a ditadura argentina aproveitou o vazio das ruas para intenso transporte de prisioneiros... muitos nunca mais foram vistos.... Voltando ao presente, numa polêmica menor... Rapaz, o juiz no jogo Argentina e Arábia estava parecendo louco para esticar a partida até los hermanos empatarem.. Té doidé! Tô certo ou tô errado.... Essas e outras na edição...


