Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, foi publicado em 1956. A edição que eu li é a 1ª edição da Companhia de bolso, de 2021, com 732 páginas (e-book), mas o romance mesmo tem um pouco mais de 600 páginas.
O romance é narrado em primeira pessoa, por um ex-jagunço: Riobaldo. Ele conta, para um interlocutor que não dialoga (explicitamente) com ele, as suas aventuras como jagunço pelo sertão de MG.
É um clássico da literatura brasileira pela linguagem usada por Guimarães Rosa. É um grande causo contado em apenas um capítulo. Há o experimentalismo linguístico da primeira fase do modernismo. O interessante é observar que a escrita nos faz perceber o ritmo da fala do narrador. Infelizmente, isso pode afugentar os leitores mais jovens, pois é uma leitura complexa.
Os pontos altos do romance são as reflexões filosóficas do narrador, com várias frases de efeito (perfeito para aqueles que amam marcar seus livros e fazer anotações); e, lógico, a história de amor entre Riobaldo e Diadorim. Amava como Riobaldo falava de Diadorim: “Diadorim é minha neblina”. Uma história linda de um amor impossível entre dois jagunços, que começou quando Riobaldo tinha 14 anos.
Essa história é permeada também pela dúvida de Riobaldo: o diabo existe? No final, você terá a resposta.
Grande Sertão: Veredas é leitura obrigatória! É um clássico, um marco da nossa literatura, da nossa cultura, que deve ser lido por todos.