A vida não é justa - Edição comemorativa de 10 anos

    Andréa Pachá

    Intrínseca
    2022
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9786555603972
    Português Brasileiro

    Em quase duas décadas como juíza de uma Vara de Família, Andréa Pachá testemunhou o fim de inúmeras histórias de amor. Como uma espectadora privilegiada, presidiu milhares de audiências que envolviam divórcio, pensão alimentícia, guarda e partilha de bens. Depois de todos esses anos de reflexões e histórias, a juíza pôs sua faceta de escritora a recriar em palavras esse mundo: A vida não é justa é um conjunto de crônicas que trazem toda a diversidade das experiências humanas quando o assunto é família. Dez anos depois de seu lançamento, o livro ganha uma edição comemorativa, com textos inéditos e depoimentos ficcionais que, de alguma forma, refletem as mudanças vertiginosas que a sociedade viveu em um período tão curto. Um desafio cuja dimensão difusa a própria autora reconhece: “Não é fácil ser contemporânea das transformações. A ação do tempo e as mudanças da vida são, na maioria das vezes, imperceptíveis. Assim como o fim do amor, cujo momento não se consegue diagnosticar até que leve a rompimentos e rupturas. Também as trivialidades, os comportamentos, as modas e os costumes alteram a rotina e se instalam sem que sejam percebidos. Quando encaramos a deterioração, na estrutura da realidade, aparentemente inexplicável, é inevitável questionar: como chegamos até aqui?”

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    Bookster Pedro Pacifico18/12/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A vida não é justa, de Andréa Pachá

    Imagina passar quase vinte anos lidando diariamente com conflitos familiares dos mais diversos possíveis? Imagina as histórias, felizes e tristes, que uma pessoa como essa não vai acumulando ao longo desse longo período? É exatamente essa a experiência de Andréa Pachá, que trabalhou como juíza por quase duas décadas em uma vara de família. Depois de acompanhar tantos casos da vida real, a autora escreveu um livro para compartilhar essas vivências tão ricas com a gente. Por meio de crônicas, nos deparamos com os mais diversos tipos de injustiças. Desde situações de relacionamentos abusivos, infinitas tentativas de divórcio, paternidades não reconhecidas, partilha de bens… até aqueles casos que não trazem qualquer aspecto jurídico. São partes que, desesperadas por alguma solução para um conflito pessoal, buscam sem sucesso a ajuda de alguém que possa decidir por elas. Mas o poder judiciário tem seus limites. Além de ser muito interessante conhecer uma variedade tão grande de histórias, gostei muito de me sentir em uma posição similar a alguém que deve julgar, o de uma juíza. Como é difícil ter que decidir quando as consequências da sua decisão afetam diretamente a vida de outros seres humanos. Andréa compartilha conosco essa dificuldade em muitos casos e a impossibilidade de separar a figura do juiz do ser humano que está por trás. Como não se envolver com algumas das histórias apresentadas? A escrita é deliciosa e muito tranquila. A autora não usa termos jurídicos e tenta a todo momento explicar as questões envolvidas nas disputas que surgiam diariamente em seu gabinete. É um retrato muito rico sobre o ser humano e a complexidade das relações, por mais simples que elas pareçam ser. Uma ótima leitura! Nota 8,5/10

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