High-school student Akari has only one passion in her life: her oshi, her idol. His name is Masaki Ueno, best known as one-fifth of Japanese pop group Maza Maza. Akari’s dedication to her oshi consumes her days completely. She keeps a blog entirely devoted to him, religiously chronicling and analysing all his events. He is the spine of her life; she cannot survive without him. When Masaki is rumoured to have assaulted a female fan, facing waves of social media backlash, Akari’s world falls apart. Offering a vivid insight into otaku culture and adolescence, Idol, Burning is a brilliantly gripping story of obsession, coming of age and the addictive, relentless nature of fandom culture.
Idol, Burning -
Rin Usami
No final, meio que todo fã queima com o oshi.
(Copiado diretamente do meu Goodreads) Nossa, por onde eu começo? Talvez essa resenha fique gigantesca, mas eu não me importo, até porque raramente leem o que eu escrevo aqui (amém). ....... Lá vai: IDOL, BURNING me pegou no título, e depois na sinopse. A verdade é que eu li a sinopse e pensei em um antigo oshi meu, que também se envolveu em uma treta gigantesca. A diferença é que ele ainda está ativo (coisa que eu particularmente acho que não deveria ter acontecido) e eu era fã do grupo há mais tempo que a Akari é do ficcional grupo 'Maza Maza'. Mas isso não importa no fim do dia. No fim do dia, um fã de 1 dia e um de 10 anos representam a mesma coisa na mecânica de um fandom, na mecânica da indústria do entretenimento, na mecânica dos idols. Idols, seres celestes do qual os fandoms são provavelmente os mais odiados na internet. Eu não culpo quem odeia o fandom, eu também não gosto. Mas eu não posso ignorar que para muitas pessoas, sendo mais específica, meninas, ser fã é algo que faz parte da vida delas, é o que move elas. Não que eu ache saudável, me preocupa um pouco. Há 6 anos atrás eu era uma fã beirando a obsessão como a Akari, então eu compreendi muitas das ações dela. A diferença é que as pessoas ao meu redor me fizeram perceber que aquilo me fazia mal (e realmente me fazia mal) e eu decidi dropar o fandom. Fui bem radical. Foi nessa mesma época que eu comecei a entrar em contato com k-pop e seus vizinhos. Tudo parecia tão legal, tão novo, tão colorido. Além de que a vida pessoal da Akari não era boa, e o único refúgio dela era o Maza Maza. Eu sinto sinceramente que muitas meninas se tornar fangirls justamente pela conexão com boy groups, boy bands ou girl bands, girl gourps (sem contar os grupos mistos). É algo que não é ruim, não é triste. O seu idol não vai do nada aparecer para te mandar ir arrumar um emprego, o seu idol não vai te tratar como a sua mãe, não, ele vai sorrir e acenar. Ele vai cair umas duzentas vezes e você vai assistir um vídeo Fulano caindo por 10 minutos seguidos no YouTube. Você vai discutir com alguém sobre porquê o seu favorito é o mais bonito, ou o mair engraçado, ou o mais atlético. Ele não vai te atingir, ele vai te fazer sentir bem. Ele/ela não vai te estressar, na verdade, eles vão te fazer bem. Vão te fazer dar a única risada do dia. E então do nada você vai descobrir que seu oshi apoia um partido questionável e vai estar indo contra as precauções do COVID (aconteceu comigo). Hoje em dia eu tenho pavor de fã obcecado, parte porque vejo um pouco do que eu já fui, e outra parte porque é perigoso mesmo. A indústria criou uma atmosfera tão forte em torno dos idols em específico que é muito fácil cair no buraco da obsessão e não conseguir sair. De levar a sério coisas completamente ridículas e triviais, de se tornar possessiva com um idol, de querer defender alguém até a morte, de tentar compreender alguém que você nem conhece. Eu sou fangirl, nunca deixei meu posto, mas é inegável que a indústria criou esse mecanismo, e ele funciona muito bem. Infelizmente. Idols são produtos. Idols não são homens, não são mulheres. Eles são oshis, bias, utts. São centers, visuals, main dancers, rap line. Eles são azul, vermelho, amarelo, preto, rosa, verde. Eles são a quantidade de lines que têm em uma música. Eles são a quantidade de vezes em que estiverem no top 10 dos charts. Idols não são humanos! Como eles poderiam errar como um? Como poderiam cometer crimes? Impossível. O tanto de fãs que realmente se dedicam a proteger criminosos é doentio, e a indústria não para. Até porque 'time is money, and money rules the world.' Para concluir, gostaria de ressaltar que gostei muito da escrita, e também acho que a tradução foi excelente. A história pode ser simples demais para alguns, mas eu entendi onde a autora quis chegar, e todas as notas no final do livro, tanto da autora, tradutora e até ilustradora, deixaram ainda mais claro para mim a mensagem, que, na verdade, é mais uma análise sobre a "idol culture" no Japão (que não é tão distante da idol culture coreana, convenhamos) e eu gostei muito da execução. Eu poderia escrever muito mais sobre o assunto, porque é algo do qual eu realmente me interesso, não apenas por ser fã, mas justamente por ser uma fã bem consciente. Espero que todas as Akari aí fora possam ter um final feliz como ela. No final, meio que todo fã queima com o oshi.
Estatísticas
Avaliações
3.1 / 29- 5 estrelas10%
- 4 estrelas17%
- 3 estrelas28%
- 2 estrelas45%
- 1 estrelas0%







