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    Judicialização do Aborto - o Direito em caminhos tortos

    Eduardo Cabette

    ID
    2021
    146 páginas
    4h 52m
    ISBN-13: 9786599106422
    Português Brasileiro
    4.2
    3 avaliações
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    A 30ª obra de exclusiva autoria do professor Eduardo Cabette defende a ilegitimidade da pretensão do aborto legal via Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 442, por se tratar de manobra de contorno do devido processo legislativo. Além disso, a obra demonstra as fragilidades da argumentação jurídica, filosófica e antropológica, aprofundando o tema dos chamados “Direitos Fundamentais” e “Direitos Humanos”. Ao analisar sob esses diferentes aspectos o pedido de liberação do aborto até 12 semanas, frente ao arcabouço jurídico brasileiro e internacional pertinente e à realidade da ADPF 442, desvela a gravidade de uma eventual libertação do aborto no Brasil neste caso.

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    Marcella Pimenta picture
    Marcella Pimenta04/10/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Matar um inocente não é direito nem constitucional

    Eu achei que o autor ia abordar os pontos da ADPF 442, que tenta descriminalizar o aborto no Brasil pela via judicial. Na verdade, o que ele faz é mostrar como a ação esbarra na atual legislação constitucional, internacional, penal e civil. O Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana de Direitos Humanos), ratificado pelo Brasil, seria desrespeitado, eis que garante a vida desde a concepção (artigo 4°). O Código Civil vai na mesma linha, resguardando os direitos do nascituro, conforme o artigo 2°. A forma pela qual se busca tal mudança também é inadequada, pois viola a repartição dos Poderes. Descriminalizar ou criminalizar uma conduta se faz por meio do Legislativo. Além disso, não há questão constitucional direta envolvida. Pode-se pedir ao STF qualquer coisa sob o vago princípio da dignidade da pessoa humana. Até a página 90, que aborda os aspectos constitucional e internacional, creio que um adulto sem formação jurídica é capaz de acompanhar. Quando passa para as questões penais, o texto fica mais técnico e difícil para o cidadão comum.

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