Um dos representantes mais importantes da filosofia renascentista, a Oração sobre a Dignidade do Homem foi escrita para ser apresentada como um discurso público em 1486, porém nunca proferido, Pico morreu em 1494, dois anos antes da sua publicação inicial. Em seu discurso, ele investiga a humanidade, descobrindo que a razão pura é o nível mais alto que o homem pode alcançar. Sozinho entre as criaturas, o homem tem liberdade, que o permite elevar-se ou rebaixar-se. Considerado uma espécie de manifesto do novo espírito renascentista, principalmente graças à primeira seção. Nela Pico introduz uma ideia brilhante, tanto de base filosófica como retórica: como o homem foi criado por último, tudo já estava ocupado e dado a outros seres criados. Deus, que é descrito como um demiurgo e um arquiteto, resolveu este problema colocando o homem no centro do mundo para que ele pudesse ver melhor o que está lá e dando-lhe a capacidade de escolher o seu próprio lugar e, assim, determinar o seu próprio destino. O tema do debate público em Roma, cujo discurso abriria, seria novecentas teses e suas conclusões. O debate, no entanto, nunca aconteceu. A Oração não foi publicada durante a vida de Pico, tornando-se conhecida pelos leitores de toda a Europa, apenas depois de sua morte.




