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    Dôra, Doralina -

    Rachel de Queiroz

    José Olympio
    2020
    375 páginas
    12h 30m
    ISBN-10: B08N1FFV3V
    Português Brasileiro
    4.2
    895 avaliações
    Leram1503Lendo101Querem1270Relendo6Abandonos44Resenhas88
    Favoritos0Desejados1270Avaliaram895

    Dôra, Doralina narra a história de Maria das Dores, viúva recente de um casamento de conveniência, que sai da sombra da mãe e de uma vida de submissão para viver em Fortaleza. Na capital do Ceará, Dôra torna-se atriz e passa a viajar pelo Brasil como integrante da trupe de uma Cia de teatro mambembe. Em determinada viagem conhece o Comandante, homem que desperta seu amor mais profundo e com quem se muda para Rio de Janeiro, abandonando o teatro. Após sua experiência com o amor que poucos têm coragem de viver, Dôra retorna para sua cidade natal, fechando o ciclo de vivências que a transformaram em outra mulher. Dôra, Doralina, obra que marca a retomada de Rachel de Queiroz ao gênero romance, pode ser lido como expressão da emancipação feminina, na qual Dôra sai da condição de mulher submissa para conquistar a liberdade de ser o que desejar e levar a vida que quiser. Personagem fascinante, ela é um dos perfis femininos mais intensos da literatura brasileira. Após a publicação dessa obra, Rachel de Queiroz foi convidada a assumir a cadeira número 5 da Academia Brasileira de Letras, tornando-se assim a primeira mulher a fazer parte da instituição. Em 1993, recebeu o prêmio Camões.

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    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI picture
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI26/06/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A “má” filha a casa volta.

    Dôra Doralina é o terceiro romance de Raquel de Queiroz que leio , leituras que serviram para corroborar uma “tese” minha: grandes escritores(as) sempre constroem seus romances de forma que eles sejam mais do que mera distração – suas narrativas são permeadas de ficção e realidade. Uma temática recorrente nos romances da Raquel de Queiróz é a LIBERDADE, a necessidade das mulheres de 20,30 e 40 que se sentiam vítimas da sociedade patriarcal, se verem livres da opressão, e essa temática também se faz presente no romance Dora Doralina. Por meio dos três livros que compões o romance - I Senhora, II Companhia e III Comandante-, acompanhamos a trajetória traçada por Dora ou Maria das Dores,a jovem que traz a dor imbuída em seu nome , em busca da sua identidade. No livro I (Senhora) Dora, que é a narradora dos 3 livros, por meio do fio condutor da sua memória, narra a relação conflituosa com sua mãe – a Senhora -, o seu ressentimento diante da sua frieza e distanciamento e a dor que tomou conta do seu peito diante da esmagadora traição da Senhora e Laurindo. A viuvez e traição foram a gota d’água. Nada mais a prendia a Fazenda Soledade. Dora sente a necessidade de deixar para traz suas lembranças, inclusive as da sua infância, e o presente que lhe era tão doloroso. Ela sente a necessidade de buscar uma nova vida. Em sua busca, Dora vai parar na Companhia de Teatro- livro II -, ocasião em que conhece Estrela e o Seu Brandini, pessoas com a quais ela cria um forte vínculo de amizade e que, a despeito da sua timidez e falta de talento, a transformam em uma atriz do teatro mambembe. Tentando romper definitivamente com seu passado, ela assume uma nova identidade – se torna na atriz Nely Sorel. De bilheteria em bilheteria Dora vai realizando seu sonho – o sonho de liberdade, até que, ao se dirigirem ao Rio de Janeiro por meio da travessia do velho Xico (o Rio São Francisco) ela conhece o Comandante e se torna prisioneira de um grande amor. No Rio de Janeiro Dora se vê obrigada a escolher entre o amor e a profissão. Sem grande conflito ela escolhe o amor, afinal se tornar uma atriz não estava nos seus planos. E é no livro III ( Comandante) que ela narra sua permanência no Rio e a convivência com o Comandante. O curioso nessa relação é que Dora, uma jovem tão rebelde, se transformou em uma mulher submissa, mas foi uma relação que serviu para fortalecê-la. Observa-se no romance citações de acontecimentos históricos no Brasil como a Coluna Prestes e a II Guerra Mundial. Observa-se ainda a discrepância entre a vida urbana e a rural e a força da sociedade patriarcal, embora no romance essa força tenha sido representada inicialmente pela figura da Senhora, e no final pela figura da nova Senhora : Dora- a mulher que retorna ao seu ponto de partida atendendo ao apelo das suas raízes, pois afinal, Soledade era sua referencia para um recomeço, o que ratifica o ditado: o bom filho, ou melhor, a “má” filha a casa volta. Dora Doralina seria merecedor de 5 estrelas não fosse eu ter me sentido um pouco entediada no livro II – Companhia, e por esse motivo dou 4 estrelas.

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