Aventuras na História Nº 235 A (Dezembro de 2022) - Especial Guerras

    não informado

    Caras
    2022
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Especial Guerras.

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    Dezembro de 2022 (Edição Especial)

    "Vitórias Pírricas" Não conhecia a expressão, refere-se a vitória enganosa, momentânea, antes de desdobramento final em derrota. O texto mostrou algumas, da Antiguidade e Contemporaneidade, sendo das mais famosas a Batalha das Termópilas (século 4 a.C), quando os persas suporam supremacia ao derrotar 300 espartanos (ô coitado! os espartanos retardaram o suficiente para os gregos se organizarem contra a marcha persa... novidade nenhuma, mas assunto sempre instigante). Fiquei encafifado de onde e por quê denominam pírrica (deixo em registro para buscas). "Zulu, quando a lança venceu o fuzil" Vitória lendária dos guerreiros zulus contra os ingleses em 1879 na batalha de Isandwana (Áfica do Sul). Os zulus lutaram essencialmente com lanças e escudos primitivos contra o regimento inglês armado com fuzis. Em linhas gerais, havia contexto de invasão inglesa estabelecido a certo tempo, ocorreu subestimação e descuido sobre o poder de reação, o que ocorreu na referida batalha quando cerca de 20 mil zulus massacraram grupo de ingleses estimado em menos de 2000 soldados, o que foi humilhante para o império britânico, maior potência no contexto. Curiosidades a parte, os zulus lutaram com tenacidade sem medo da morte porque lutavam chapados (sob efeito de alucinógenos) e no "mano a mano" (pra onde a batalha descambou), mas rapaz, sem chance nenhuma para os ingleses contra guerreiros extraordinários de quase dois ou mais metros de altura... A história é lendária, existem mais detalhes (como eclipse solar), mas a vitória zulu foi também pírrica. Sabe como é essas potências militares diante de vergonha, dão revide visceral para mostrar poder e assim o povo zulu foi depois massacrado... "A Rússia e a guerra" A reportagem aborda guerras na Rússia, de tempos antigos aos atuais, citando vários conflitos. Não vou me ater a descrições, oras, a percepção de guerras é comum em impérios com vastidão, sejam externas (na expansão) ou internas (na manutenção da unidade sobre diferentes povos), por isso a historicidade bélica secular. O texto encerra com terceiro tipo de conflito, que está além das fronteiras, o de hegemonia no mundo, onde não há mais a disputa reduzida aos EUA, mas também com outras nações que despontam com mesmas ambições (China, Japão, Reino Unido, Alemanha...). "O Brasil foi para a guerra" A melhor reportagem da edição, com detalhamentos sobre a entrada do Brasil na segunda guerra. Fiquei bastante instigado em querer mais informações, o que foi apresentado foram relatos que desconhecia, muito curiosos... O Brasil entrou por conta de torpedeamento de navios, mas como se deu? O texto cita comandante alemão que patrulhava a rota Caribe-África (usada pelos EUA para transportar mantimentos, armas, soldados, entre bases estabelecidas) e como em sua área não topou com ninguém, pediu autorização aos superiores nazistas para patrulhar a costa brasileira, no que foi enviado para a região de Pernambuco por conta da base naval em Recife. O sujeito veio e espalhou o terror para tudo que é lado, muito além da costa pernambucana, em navios de carga e passageiros, com relatos dramáticos, não apenas embarcações brasileiras. O Brasil, que até então mostrava-se resistente em entrar efetivamente na guerra (mantendo apenas apoio aos EUA) acabou declarando guerra. Uma das partes mais curiosas foi o afundamento do famigerado submarino sob comando do nazista citado (com direito a mini-infográfico). Um hidroavião norteamericado o surpreendeu e o pegou quando já estava submergindo para escapar... Não concordo com o parecer no texto de que o Hitler não teve culpa do Brasil entrar na guerra e apenas o tal comandante alemão (de nome enrolado que nem vou escrever). Que bobagem... O tirano é direta e indiretamente o maior responsável humano por tudo que foi essa desgraçada guerra... Deixo em registro livro citado com mais detalhes: "Operação Brasil", de Durval Pereira (eu quero!). Essas e outras na edição, para concordâncias e discordâncias.

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