Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores119
    • Similares1

    Dias exemplares -

    Walt Whitman

    Carambaia
    2022
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788569002857
    Português Brasileiro
    3.7
    13 avaliações
    Leram16Lendo9Querem93Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos2Desejados93Avaliaram13

    Dias exemplares, reunião de dezenas de textos curtos que formam uma espécie de autobiografia livre e comentada, é visto como o outro lado da moeda, em prosa, da reunião de poemas Folhas de relva, a obra-prima de Walt Whitman (1819-1892), tida como o marco fundador da literatura moderna norte-americana. Dias exemplares foi definido pelo próprio poeta bicentenário como "o livro mais fragmentário, espontâneo e direto que já se imprimiu". Estruturado a partir de anotações pessoais e memórias de uma vida inteira, Dias exemplares é uma reunião de descrições, trechos de poesia em prosa, listas, pequenos ensaios, alguma consideração sobre política, retratos de personagens ilustres e pessoas comuns, cartas e citações – mas tudo converge para uma narrativa cronológica e relativamente organizada. Segundo Bruno Gambarotto, tradutor e autor do posfácio da edição e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP), Whitman, que terminou Dias exemplares aos 64 anos e com sequelas de um derrame, contou com “o esforço de um círculo de admiradores, que o auxiliam no processo de dar acabamento e unidade a uma vida e obra repletas de obscuridades e arestas e definir os contornos do que se pode entender como uma personagem de si mesmo”. O poeta-personagem é um entusiasta da democracia que interpreta a Guerra de Secessão como um momento de edificação dos Estados Unidos, uma nação poderosamente militarizada, generosa e em tudo diferente das nações europeias. O retrato humano e gentil dos soldados feridos e mesmo prestes a morrer da Guerra de Secessão é um dos pontos altos de Dias exemplares e deriva de um acontecimento real na vida de Whitman: ao deparar com uma lista sumária de mortos em batalha, o poeta ficou em dúvida se seu irmão estava incluído. Foi para Washington, onde descobriu que o irmão estava vivo e dedicou-se a trabalhar voluntariamente como enfermeiro dos soldados feridos. Os relatos são vivos e comoventes, vistos sob um prisma que considerava o martírio dos soldados como “de importância maior até mesmo do que os interesses políticos envolvidos.” Seu poder de observação e sua escrita brilhante fornecem um testemunho único dos sofrimentos de uma guerra e do cotidiano da capital norte-americana durante a Guerra de Secessão e seu desfecho. No mais, é a poderosa capacidade de deslumbramento que se sobressai em Dias exemplares, seja diante das cidades que Whitman visita em todas as latitudes dos Estados Unidos, seja, principalmente, frente à natureza que fascina o poeta em suas deambulações, muitas vezes com fim terapêutico. Árvores, animais e rios, em presença panteísta, são soberanos em sua visão de mundo, como está claro também em Folhas de relva. "Não posso me desfazer de meu apetite por literatura, mas acabo me vendo experimentando-o vez por outra pela Natureza", escreve Whitman em Dias exemplares.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Wolney Fernandes picture
    Wolney Fernandes06/07/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O que não se compreende é muito mais.

    Começar a ler Whitman por estas notas foi uma experiência curiosa porque volta e meia me perguntava: "Ihh, gente, eu não tô gostando de Walt Whitman! E agora?" ou "O que essa gay quer dizer com estas listas de flores e com estas descrições intermináveis de árvores, grilos e gafanhotos?". Labutei durante meses para terminar o livro. As estratégias de leitura incluíam pausas entre uma parte e outra para que a distância suscitasse o desejo da volta. E para minha surpresa, ele sempre aparecia. Me dei conta de que o desejo de voltar ao livro ficou mais forte quando deixei as perguntas de lado e, aos poucos, passei a acompanhar o poeta em seus flertes, passeios e viagens sem maiores pretensões. Sabe quando a gente caminha sem destino certo só pelo prazer de caminhar? Depois de um longo percurso, bem ali, na página 348, Whitman pareceu me olhar nos olhos ao escrever assim: "Professores ou críticos comuns sempre estão às voltas com a pergunta 'O que isso significa?'. A sinfonia de um bom músico, o pôr do Sol, as ondas do mar rolando na praia - o que querem dizer? (...) Na melhor das hipóteses, o conhecimento poético é como o que pode ser ouvido de uma conversa no crepúsculo, de falantes distantes ou escondidos, dos quais recebemos apenas alguns murmúrios desconexos. O que não se compreende é muito mais - talvez o principal. As maiores passagens poéticas devem ser compreendidas indiretamente, como às vezes quando procuramos estrelas à noite, não olhando diretamente para elas, mas observando-as a partir de um aspecto. (...) Procuro apenas colocá-lo em contato. Seu cérebro, coração, evolução não apenas devem entender o assunto, mas principalmente supri-lo." Viu, só? Tudo é só isso!

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 13
    • 5 estrelas8%
    • 4 estrelas54%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%