A economia dos pobres - Uma nova visão sobre a desigualdade

    Abhijit V. Banerjee, Esther Duflo

    Zahar
    2021
    311 páginas
    10h 22m
    ISBN-10: 1586487981
    Português Brasileiro

    Nesta obra fundamental sobre a economia que emerge da compreensão da vida dos pobres, Banerjee e Duflo, ganhadores do prêmio Nobel, oferecem um retrato fiel da realidade e das aspirações de quem vive com menos de um dólar por dia, propondo assim uma nova maneira de pensar a luta contra a desigualdade. Há quase duas décadas, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo trabalham para compreender os problemas específicos que surgem com a pobreza e encontrar soluções consistentes. Isso os levou às favelas e aldeias onde vivem os mais pobres para fazer perguntas, recolher dados, ouvir histórias. A economia dos pobres surge desse intercâmbio e procura apresentar uma narrativa coerente de como as pessoas em situação de extrema pobreza levam a vida e qual a lógica de suas escolhas econômicas. As políticas governamentais destinadas a ajudá-las muitas vezes fracassam — argumentam os autores — por se fundamentarem em clichês e suposições equivocadas. Mudar expectativas e ideias pré-concebidas não é tarefa fácil, mas Banerjee e Duflo mostram com exemplos concretos e experiências de sucesso que, com paciência e vontade de aprender com os fatos, é possível fazer progressos significativos no combate à pobreza.

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    Cassio Kendi29/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Este livro se encaixa na categoria de 'livros para expandir o cérebro'. Os autores tratam a economia da pobreza analisando situações específicas com base em evidências, ao invés de favorecer uma solução genérica muitas vezes baseada em dogma ou orientação política. Os tópicos vão do nível individual (fome/nutrição, saúde, educação e estrutura familiar) ao coletivo (instituições financeiras/políticas e empreendedorismo). Alguns aprendizados: - Os mais pobres têm responsabilidade por quase todos aspectos de sua vida, o que traduz em gastar muito tempo e energia com necessidades básicas. É a falácia do "você e o Bill Gates têm 24 horas". Eu tenho menos tempo livre do que o Bill Gates porque não tenho assistentes pessoais; alguém que precisa buscar água no poço ao invés de abrir a torneira tem menos tempo livre do que eu. - Existem barreiras de custo fixo/risco em prover serviços financeiros à população mais pobre. Empréstimos, poupança e seguros são alguns dos exemplos. Por conta desta falta de acesso, muitos recorrem a empréstimos de juros altos com pessoa física ou poupam com tijolos, construindo uma parede da casa por vez quando sobra dinheiro. Isso dificulta ainda mais uma melhoria financeira no longo prazo. - Microcrédito resolve um subconjunto dos problemas de acesso a empréstimos, mas pelas características da maioria dos contratos, possuem um limite de alcance. - O 'empreendedorismo nato' é uma falácia. Para cada uma história de sucesso, existem milhões de pessoas que não conseguem sair de sua condição social. Muitos são empreendedores no termo técnico da palavra, por não trabalharem para ninguém, mas isso é consequência de falta de opção, não de uma escolha deliberada. - Pequenas mudanças podem ter um impacto grande. Aumentar o tratamento com vermífugos em uma criança pode aumentar consideravelmente sua renda como adulta; programas de incentivos associados a uma ação benéfica, como oferecer alimento para famílias que vacinam as crianças no ato da vacinação, podem aumentar a adesão à campanha. Entender e resolver problemas pontuais de pobreza é uma estratégia melhor do que tentar resolver A Pobreza.

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