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    Anti-Dimitrov - Meio Século de Derrotas da Revolução (1935-1985)

    Francisco Martins Rodrigues

    LavraPalavra
    2021
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9786587311142
    Português Brasileiro
    4.7
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    “Lênin não deixou dúvida nenhuma de que toda a política do proletariado, para ser revolucionária, tem que se assentar na luta pela hegemonia, demarcação, diferenciação e independência. Denunciando ‘o medo indecente de isolar o proletariado do povo pequeno-burguês’, explicava que o proletariado tem que aprender justamente a isolar-se das flutuações da pequena burguesia, para a educar e não ser arrastado por ela. […] Estas não eram ideias ‘sectárias’, como depois fez crer Dimitrov. Assentavam no princípio leninista de que, antes de o proletariado tomar o poder, todas as alianças, acordos ou compromissos com a pequena burguesia teriam forçosamente um caráter limitado, temporário, contingente. Lênin insistiu exaustivamente sobre esta ideia por altura do 2º Congresso da IC, precisamente para combater as ilusões oportunistas que nasciam nos jovens partidos comunistas.”

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    Francisco Martins Rodrigues

    Militante revolucionário português, integrou o do Comité Central do Partido Comunista Português até seu rompimento durante a cisão sino-soviética. Fundou a Frente de Acção Popular e o Comité Marxista-Leninista Português. Preso várias vezes durante o regime fascista do Estado Novo, foi barbaramente torturado pela PIDE. Rivalizou ideologicamente com Álvaro Cunhal, defendendo a perspectiva da luta armada. Participou do processo de reconstrução marxista-leninista do partido comunista. Abandona o PCP (R) e a UDP, acusando os outros dirigentes de cedências à pequena burguesia. Sustentou que «o proletariado é a única força que pode intervir numa perspectiva para além do capitalismo». Em 1985, escreveu o livro «Anti-Dimitrov. 1935-1985 meio-século de derrotas da Revolução», onde sistematizou a sua crítica ao dimitrovismo, ao estalinismo e ao maoísmo. No mesmo ano, fundou a revista «Política Operária», a qual dirigiu até sua morte em 2008. Faleceu aos 80 anos, às duas e meia da manhã de 22 de abril, o dia em que nasceu Lénine, referência até ao fim e ao qual voltava na busca do marxismo-leninismo.

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