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    Maria! Não me mates, que sou tua mãe! (Memória do abismo #14) -

    Camilo Castelo Branco

    Hiena Editora
    1987
    33 páginas
    1h 6m
    ISBN-13: 9789728983017
    Português
    3.9
    23 avaliações
    Leram19Lendo2Querem3Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados3Avaliaram23

    «Maria! Não Me Mates, que Sou Tua Mãe!» foi publicado, pela primeira vez, num folheto de 16 páginas em edição de autor e sob anonimato, em 1848, e terá sido inspirado num crime que aconteceu em Lisboa envolvendo uma tal de Maria José, filha de Agostinho José e Matilde Rosária da Luz. O sensacionalismo da narrativa e o tom deveras moralizante - com resultados perfeitamente humorísticos para o leitor actual - fizeram desta publicação um sucesso popular na sua época e uma obra de culto posteriormente. De facto, este relato hoje poderá ser lido na esteira da literatura do macabro, elevando esta Maria à melhor galeria de malfeitores da literatura portuguesa: «Depois de morta sua mãe, Maria José com a maior presença de espírito e ânimo de carrasco com a mesma faca começou a cortar-lhe a cabeça, e vendo que não podia arredondar o osso, foi cortar com segunda faca, e como ainda não pudesse, começou a dar-lhe golpes de machada, até que de todo lhe despegou a cabeça do pescoço.».

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    Resenhas (3)Ver mais
    Samilly Castro picture
    Samilly Castro04/06/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    INCRIVEL

    Sendo bem sincera, eu esperava mais do mesmo vindo de um livro que eu precisava ler para a faculdade, mas mudou totalmente meu pensamento. Achei muito bom principalmente pela “agonia” que o narrador consegue colocar o leitor. Espero ler mais obras do Camilo e me surpreender com elas!

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 23
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas43%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Camilo Castelo Branco

    Camilo Castelo Branco, primeiro visconde de Correia Botelho, nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, a 16 de Março de 1825. Era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, nascido na casa dos Correia Botelho em 1778, que teve uma vida errante entre Vila Real, Viseu e Lisboa, tomando-se de amores por Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, com quem não casou, mas de quem teve os seus dois filhos. Camilo tenta então o curso de Medicina no Porto que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848 faz uma vida de boémia repleta de paixões. Em 1885 é-lhe concedido o título de visconde de Correia Botelho. Depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, em desespero desfere um tiro de revólver na têmpora direita, às 15h15 de 1 de Junho de 1890,

    197 Livros
    127 Seguidores
    Lisboa, Portugal

    Camilo Castelo Branco