De Quanta Terra Precisa um Homem? -

    Liev Tolstoi

    Universidade Falada
    2010
    20 páginas
    40m
    ISBN-13: 9788580901399
    Português Brasileiro

    Neste belíssimo conto, Léo Tolstoi, um dos maiores ícones da riquíssima literatura russa, nos faz refletir acerca de nossas ambições. Tolstoi apresenta Pahóm, o personagem principal da trama. Homem do campo, ao ouvir sua mulher conversando com uma amiga sobre as desvantagens de se morar na cidade, chega à conclusão de que a única coisa que lhe falta é terra o bastante para viver. Se a tivesse, nem o próprio Diabo meter-lhe-ia medo. O Diabo acaba por ouvir, e resolve então testá-lo. Assim a história se desenvolve, Pahóm ganhando cada vez mais terras. Mas, enfim, de quanta terra precisa um homem?

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    Caroline Gurgel06/04/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O título, por si só, já vale o livro

    Tolstói tem o poder de nos tocar lá no fundo da alma, de nos fazer refletir e repensar nossas atitudes. “De quanta terra precisa o homem?” é um texto curto que fala de ganância e de como o diabo está sempre por trás dela, tentando-nos com oportunidades sedutoras, aparentemente irrecusáveis, causando-nos uma cegueira que nos distancia dos que amamos e das nossas reais necessidades. De quanta terra precisamos? O que é necessário e o que é supérfluo? O quanto estamos dispostos a perder por esses hectares? Temos consciência do que perdemos enquanto demarcamos as terras? Ou só nos damos conta quando já é tarde demais? O quanto o supérfluo pode nos distanciar da felicidade? Em um mundo cujos personagens correm impetuosamente atrás de seus potes de ouro - e quem nunca o quis? - Tolstói nos convida a parar e a olhar para o que realmente importa. Não, nem tudo está dito, mas muito está lá, para ser lido e relido, pensado e repensado. Obs.: esse conto está disponível também no Livros das Virtudes (no livro vermelho) e nos Contos Completos de Tolstói (Cosac ou Cia das Letras). A edição da Companhia das Letrinhas é ilustrada com aquarelas que muito bem remetem à aridez e à dureza do tema.

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