Nana #02 (Nana #02) -

    Ai Yazawa

    JBC
    2022
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788577870929
    Português Brasileiro

    Enfim, Nana Komatsu vê um de seus sonhos começando a se tornar realidade… Seu namorado, Shoji, lhe envia uma mensagem dizendo que conseguiu passar no vestibular, e logo estará cursando a tão sonhada Faculdade de Artes. É hora, então, de arrumar as malas, comprar uma passagem só de ida e embarcar rumo a Tóquio! Com apenas um maço de cigarros e sua guitarra como bagagem, Nana Oosaki compra sua passagem, só de ida, para a capital do Japão. Lá, a garota descolada espera conseguir alcançar um de seus sonhos: o sucesso em sua carreira. Ambas se encontram no trem em direção à capital e conversam muito, mas ao chegarem a seu destino, cada uma toma seu caminho. No entanto, o destino trata de juntar as duas novamente… No apartamento 707 do 7º andar, Nana Oosaki e Nana Komatsu estão prestes a começar a busca por seus sonhos.

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    mpettrus29/09/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “A Agridoce Nostalgia das Lembranças de Nana K.”

    “Você se lembra, Nana... quando estávamos juntas, na beira do rio, éramos como faíscas de luz dançando na superfície da água?! Virei-me para cantar aquela melodia que você sempre cantarolava nessa hora.” ​ Finalmente as duas Nanas estão se conhecendo e vão dividir o mesmo apartamento. Nana K. simplesmente sentiu uma grande paixão por Nana O. e tornou-se muito dedicada a ela. Cada capítulo é escrito a partir do ponto de vista da Komatsu, relembrando seu relacionamento com Osaki – quase como um diário. Esse tipo de narrativa mantém tudo interessante me fazendo perguntar onde elas estão agora. ​ É difícil escrever sobre ‘Nana’ sem sentir que não estou fazendo justiça; isso é mais do que uma mera história de duas melhores amigas envolvidas em romances. As Nanas realmente exemplificam uma bela dualidade, a dificuldade entre equilibrar o amor verdadeiro e uma carreira apaixonada. ​ E, além disso, a história é muito realista, com ambas as Nanas buscando a realização, sejam através de relacionamentos românticos ou de sucesso profissional, e as suas tentativas de estabelecer suas próprias versões de felicidade e lugar no mundo, por mais transitórias ou equivocadas que sejam que por sua vez são comoventes e frustrantes. ​ Há uma sensação constante de algo não realizado, de um anseio agridoce que cria uma sensação de nostalgia; isso reflete muito bem o deslocamento daquele período de transição dos vinte e poucos anos, quando você não é mais uma criança, mas ainda não entendeu toda essa questão de vida adulta. ​ Exatamente por isso considero o tom narrativo no volume 2 consideravelmente mais melancólico, nostálgico, de modo tal que posso sentir a solidão da Komatsu. Ter a sensação de que estamos lendo um diário de confidências não é algo aleatório. Acredito que Yazawa fez isso de maneira intencional. E os relacionamentos ficam mais tensos à medida que aumentam os enganos e as confusões, justamente porque a mangaká brilhantemente desenvolve personagens complexos que se enrolam em suas próprias teias de emoções, lidando com vários conflitos dos quais não estavam preparados. São jovens adultos que mal abandonaram a adolescência. ​ Escrever sobre amizade entre mulheres requer uma sagacidade muito própria e um conhecimento ímpar sobre o mundo feminino. Yazawa o faz de maneira sublime. A mangaká traçou uma relação comovente entre as duas protagonistas apresentando uma exploração complexa da amizade feminina em seus vários matizes – às vezes protetora e devotada, às vezes ciumenta e possessiva, às vezes distante e arrependida. ​ Da mesma forma, há um reconhecimento das falhas em cada personagem e em cada relacionamento, dando a narrativa uma pincelada de escuridão que desmente suas armadilhas modernas de que a vida é um eterno conto de fadas. ​ A arte de Yazawa é facilmente elogiável. Seu fascínio pela moda fica claro em suas figuras magras e de pernas compridas e na menção casual a marcas de estilistas famosos. Então, além de ser uma história extremamente envolvente, ‘Nana’ é um luxo visual absoluto, completo com olhos expressivos e piercings faciais transpirando beleza e elegância. ​ Mesmo com toda a introspecção e crítica social, ‘Nana’ também pode ser divertida, alegre e deliciosamente dramática. E a música, parte importante da história, é um verdadeiro deleite, me transportando imediatamente para o mundo tumultuado de um show de punk rock em um local underground e sujo. ​ Esse mangá tem uma daquelas histórias que ficará para sempre comigo. 🇯🇵🥀✨🥺📖🕰⌛️

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