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    O Feitiço -

    Charlotte Brontë

    Editora Planeta
    2007
    206 páginas
    6h 52m
    ISBN-10: 9727312101
    Português Brasileiro
    3.4
    8 avaliações
    Leram12Lendo3Querem223Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados223Avaliaram8

    "Feitiço" é ao mesmo tempo gracioso, ousado e poderoso. É, sem dúvida, um romance de época, de todas as épocas — da nossa também. Merece ser lido e apreciado, descoberto em todas as suas dimensões. E merece ser recordado. Como uma memória bonita para as noites de Inverno. uando é declarada a morte do infante Marquês de Almeida, os reinos de Wellingtonsland e Angria ficam privados do seu herdeiro. Ansiosos por garantir a segurança futura das nações, os conselheiros do Rei sugerem-lhe que nomeie o seu sucessor — e quando o próprio Rei sucumbe a uma doença misteriosa e que o deixa em risco de vida, a necessidade torna-se ainda mais crucial. Porém, este, mantém-se estranhamente imperturbável. A confusão dá lugar à intriga política quando os que lhe estão mais próximos se interrogam sobre o que ele realmente sabe e quem são, ao certo, as misteriosas personagens que o rodeiam. Autora de Jane Eyre, Shirley e Villette, Charlotte Brontë encontra-se entre os grandes romancistas ingleses. Nascida no Yorkshire, onde passou grande parte da sua vida, teve uma infância conturbada; ela, as irmãs, Anne e Emily, e o irmão, Branwell, encontraram consolo na escrita, produzindo uma colecção de textos com grande imaginação e autenticidade. Com uma tão notável aprendizagem, Charlotte Brontë escreveria alguns dos romances mais apreciados de todos os tempos.

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    Autorangolana19/06/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    O poderoso Duque de Zamorna acabara de enterrar sua esposa e filho, mas já estava comprometido com outra. A cerimônia fúnebre realizou-se a portas fechadas, nem metade da família real foi convidada a comparecer. E Zamorna passou a agir mais estranhamente que o normal com mudanças súbitas de comportamento e aparições em determinados lugares quando na verdade deveria estar em outro. Sua actual esposa ouviu rumores sobre ele ter um filho com outra mulher e decidiu comprovar com os seus próprios olhos, sem saber que tal atitude colocaria em risco a vida do seu amado marido. A história parece uma novela mexicana. A única coisa que me prendeu na leitura foi o desejo de descobrir se Zamorna na verdade era um gênio ou um louco (como sugere o prólogo) e saber se ele tinha mesmo traído a sua esposa ou não. Mesmo sem aprofundar muito a história com menos de 100 páginas, a autora conseguiu mencionar vários factos paralelos á trama principal de forma sutil. Muita coisa ficou nas entrelinhas para não se desviar do foco principal da história, mas o final não foi tão esclarecedor como eu esperava.

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    3.4 / 8
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    • 4 estrelas13%
    • 3 estrelas63%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
    Charlotte Brontë profile picture

    Charlotte Brontë

    Charlotte Brontë foi uma das grandes romancistas da Inglaterra do século 19, a mais velha das três irmãs Brontë, cujos romances são marcos na história da literatura mundial. Nasceu em 1816, sendo a terceira filha do reverendo Patrick Brontë e de sua esposa, Maria Branwell. Seu irmão, Patrick Branwell, nasceu em 1817 e suas irmãs, Emily e Anne, em 1818 e 1820, respectivamente. Em 1820, seu pai foi nomeado como pároco de Haworth, próximo a Yorkshire, para a família se mudou; em 1821, Maria Branwell morre e deixa a criação de seus filhos sob os cuidados de sua irmã, Elizabeth Branwell. As pobres condições de vida enfrentadas pelas crianças Brontë as levaram a uma série de problemas de saúde, iniciando com a morte das duas irmãs mais velhas da família, em 1825, após terem ingressado no Clergy Daughters School. Foi este colégio que inspiraria, mais tarde, Charlotte na descrição do sinistro colégio Lowood que aparece em seu romance “Jane Eyre”. Seu ingresso na literatura iniciou-se com pequenos contos de inspiração byroniana escritos em conjuntos com seus irmãos: com Patrick, criou o reino imaginário de Angria, ao mesmo tempo que Emily e Anne criavam o reino de Gondal. Em 1842, Charlotte e Emily ingressaram em internado em Bruxelas, mas a morte de sua tia a obrigaram retornar à Inglaterra. Emily passou a cuidar da administração da casa dos Brontë e Anne tornou-se preceptora de uma família nas cercanias de York, para a mesma família na qual Patrick Branwell servia como professor particular. As experiências que Charlotte vivenciou em Bruxelas serviram para inspirá-la nas características da personagem Lucy Snow, protagonista de seu romance “Villete”, de 1853. No mesmo ano, seu irmão Patrick envolveu-se com a mulher de seu patrão e a partir deste ano passa a recorrer ao ópio e à bebida. Foi Charlotte quem incentivou as irmãs a escreverem e a publicarem seus romances, a partir de 1847, valendo-se de pseudônimos ambíguos: Charlotte publicou “Jane Eyre”, sob a alcunha de Currer Bell; Emily, publicou “O Morro dos Ventos Uivantes”, sob o nome de Ellis Bell, obtendo sucesso imediato; “Agnes Grey”, foi publicado por Anne, sob o nome de Acton Bell. Emily morreria de tuberculose, em 1848 e Anne, em 1849, um ano após publicar “A Moradora de Wildfell Hall”. Charlotte se casaria em 1854 com o assistente de seu pai, Arthur Bell Nicholls, que fora o seu quarto pretendente. Em 31 de março de 1855, grávida de seu único filho, caiu enferma e morreria de tuberculose como suas irmãs. A importância de Charlotte Brontë é significativa em um momento em que as relações sociais e econômicas da sociedade se transformavam: em uma época onde as mulheres eram consideradas apenas como um mero adorno social, Charlotte Brontë bravamente enfrentou os obstáculos da sociedade através de sua obra. Seus romances falam sobre a opressão da mulher, o que a caracterizam como uma das primeiras mulheres modernas; entretanto, classificá-la apenas como feminista seria uma má-representação de sua verdadeira condição e importância. Diferentemente das escritoras Mary Wollstonecraft e George Sand, que surgem como as primeiras defensoras da nova condição da mulher, Charlotte vale-se exclusivamente de suas obras para imprimir uma nova visão do papel da mulher. Nesse ponto, Charlotte Brontë é uma das grandes opositoras da obra de Jane Austen, por considerar que as personagens austeanas se conformavam com o papel da mulher submissa dos primeiros anos do século 19. Nesse ponto, as personagens elaboradas por Charlotte são diametralmente opostas às criadas por Jane Austen. Sua vida foi registrada através da biografia publicada por sua amiga, a escritora Elizabeth Gleghorn Gaskell. Sua produção literária, apesar de modesta, é significativa: sua primeira obra, “The Green Dwarf, A Tale of the Perfect Tense”, foi escrita em 1833; seguiu uma produção juvenília até a publicação de seu primeiro romance, “Jane Eyre”, em 1847; “Shirley” foi escrita em 1849; “Villette”, em 1853; “O Professor”, apesar de ter sido seu primeiro romance, antes mesmo de “Jane Eyre” somente foi publicado postumamente, em 1857; deixou ainda inacabado “Emma”, publicado em 1860.

    51 Livros
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    Yorkshire, Inglaterra

    Charlotte Brontë