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    George Eliot: A Voz de um Século - Biografia

    George Eliot

    Record
    1998
    884 páginas
    1d 5h 28m
    ISBN-10: 8501045950
    Português Brasileiro
    4.6
    5 avaliações
    Leram10Lendo10Querem57Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos2Desejados57Avaliaram5

    Primeiro biógrafo de George Eliot a ter acesso a todo o acervo da autora, incluindo sua correspondência, o americano Frederick Karl apresenta em "George Eliot - A Voz de Um Século" a vida da principal escritora inglesa do século passado, a quem celebra como o espírito e a mente da era vitoriana. Karl mostra que, mais do que Dickens, Carlyle, Arnold e possivelmente Tennyson, Eliot é a personalidade mais representativa das angústias e ambigüidades do século XIX. Nascida em 1819 em uma sociedade eminentemente rural, Eliot, batizada Mary Ann Evans, viveu os momentos mais importantes deste período, inclusive a transição para a era dos progressos tecnológicos e sociais. Sua obra assimilou as idéias humanistas e científicas que brotavam na Europa...

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    Christiane Depooter24/07/2021Resenhou um livro
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    Como estudo o feminino para um livro que estou escrevendo iniciei minha pesquisa sobre a literatura feminina do século XIX com a leitura de Eliot pela sua biografia. Karl escreve uma biografia que trata da vida de Eliot desde sua infância até sua morte, passando por todos seus livros e comentários a respeito. É um livro um pouco cansativo de ler, principalmente a parte onde ele detalha as questões comerciais com a editora e seus ganhos. Mas é também uma obra que nos dá uma visão do pensamento de Eliot e porque ela pensa desta forma e como pano de fundo temos a história da Inglaterra vitoriana e de vários personagens intelectuais da época como Dickens, Charlotte Bronte, John Stuart Mill entre outros. Eliot ou Mary Ann Evans é uma mulher intelectualizada, pertencente a uma elite e ao meio literário da época, enfrentou preconceitos principalmente quando decide viver com George Lewes que era casado. Em função disto ela adota um non de plume masculino para seus trabalhos. Eliot raramente se pronunciava publicamente e será em seus romances que vamos encontrar todo seu pensamento, suas reflexões e o que defendia, assim como explicações de suas próprias escolhas. Em função disto a importância de conhecer um pouco de sua vida antes de ler os seus romances.

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    Mary Anne Evans

    George Eliot, pseudônimo de Mary Ann Evans, foi uma novelista autodidata britânica. Usava um nom de plume masculino para que seus trabalhos fossem levados a sério. À época, outras autoras publicavam trabalhos sob seus verdadeiros nomes, mas Eliot queria escapar de estereótipos que ditavam que mulheres só escreviam romances leves. Outro fator que pode ter levado Eliot a usar um pseudônimo masculino era o desejo de preservar sua vida íntima, sobretudo seu relacionamento com George Henry Lewes, um homem casado, com quem viveu por mais de vinte anos. Seu primeiro trabalho literário, de 1844, foi a tradução da Vida de Jesus de David Strauss. O tema principal dos seus romances, como em Silas Marner, é a vida das pessoas simples, que retrata, com uma sensibilidade reconhecida por várias gerações de leitores, os conflitos do ser humano tais quais a angústia, o desespero e a busca da razão da vida. Desenvolveu o método da análise psicológico característico da ficção moderna. Sua obra Middlemarch (1872) é considerada um dos maiores romances do século XIX. Segundo Virginia Woolf, em um artigo em tributo à escritora, este é "um dos poucos romances ingleses escritos para gente grande". Foi sepultada no Cemitério de Highgate, Grande Londres na Inglaterra.

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    Nuneaton, Inglaterra

    Mary Anne Evans