Um Habitante de Carcosa (Contos Estrangeiros Clássicos) -

    Ambrose Bierce

    Balão Editorial
    2014
    19 páginas
    38m
    ISBN-10: B01AX9CZDM
    Português Brasileiro

    "Um habitante de Carcosa" foi publicado, pela primeira vez, em 25 de dezembro de 1886, no número de Natal do San Francisco News Letter and California Advertiser. Ambrose Bierce (1842-1914) foi um autor, editor e jornalista norte-americano que ficou conhecido pelos seus contos com uma linguagem ferina e um estilo que varia do drama amargo para o satirismo. Foi um grande incentivador da literatura e de novos autores a seu tempo e recentemente seu conto mais famoso, este "Um habitante de Carcosa", foi amplamente discutido pela referência na série televisiva True Detective. Na história, um homem se vê as voltas com os mistérios da cidade de Carcosa.

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    Maria Gabriela27/03/2026Resenhou um livro
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    “Um Habitante de Carcosa”, escrito por Ambrose Bierce, é uma narrativa curta, porém extremamente simbólica e atmosférica, que se tornou posteriormente associada ao universo do “O Rei de Amarelo” e à mítica cidade de Carcosa. O conto acompanha um homem que vaga por uma paisagem estranha e silenciosa, procurando a cidade de Carcosa. Ao longo da narrativa, ele encontra ruínas, túmulos e vestígios de uma civilização desaparecida, até gradualmente perceber uma revelação perturbadora: a cidade que ele procura já não existe, e ele próprio talvez já não pertença ao mundo dos vivos; é interessante ver como o horror não está centralizado em monstros ou violência, mas na percepção inevitável da morte e do esquecimento. Apesar de hoje a história não causar o mesmo impacto que provavelmente causou na época de sua publicação, possui elementos bastante inovadores para o século XIX, especialmente a construção do horror psicológico, a narrativa contemplativa e o final baseado em revelação existencial. Dentro do mito de Carcosa, o conto funciona quase como uma introdução conceitual ao apresentar a ideia de uma cidade grandiosa que existiu, mas que restou apenas ruínas, memória e uma atmosfera de decadência. Em obras posteriores ligadas ao Rei de Amarelo, Carcosa passa a ser retratada como uma cidade amaldiçoada, associada à loucura e ao destino colapso da realidade. Assim, o conto é bem curto, mas interessante e importante do ponto de vista literário. Não impressiona tanto pelo horror direto, mas pela melancolia, pela sensação de fim de civilizações e pela ideia de que alguém pode caminhar pelas ruínas do próprio mundo sem perceber que já pertence ao passado. É, portanto, uma leitura que funciona muito bem como porta de entrada para o universo de Carcosa e para a mitologia do Rei de Amarelo.

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