In his first single-subject book of original writing since the New York Times best-seller Wonderful Life, Stephen Jay Gould explodes our misperceptions about the nature of progress, the nature of excellence, and the nature of nature. With more than fifteen books in print, Stephen Jay Gould is the dean of contemporary popular science writers. In this iconoclastic but rigorously presented book, Dr. Gould demonstrates with his characteristic passionate humanism and rational clarity that, contrary to popular opinion, progress and increasing complexity are not characteristic of the evolution of life on Earth. In Full House, Gould corrects the prevalent, anthropocentric view of the world with an eloquent argument for a new paradigm of progress in which variety - not complexity - is the true measure of excellence. In the process, Full House teaches us how to read trends as changes in variation within full systems, rather than as "things moving somewhere". To illustrate this theme, Gould discusses seemingly disparate topics such as a drunkard's walk along a sidewalk, the disappearance of 0.400 hitting in baseball, the absence of modern Mozarts, the evolution of the horse, and the continuing dominance of bacterial life of the planet. Full House shapes a unified, reasonable picture of nature, history, and life that is often at odds with what we intuitively "know" to be true. A major scientific statement from a leading evolutionary scientist, Full House, in its boldest claim, asks us to reconceptualize our view of natural reality in a fundamental way. Just as a full house in poker expresses an excellence of all parts together, fortuitous in origin but shaped by selection, this Full House argues that variation is the ultimate reality of excellence. As in all of Stephen Jay Gould's writings, he supports his teaching and main arguments with an abundance of biological and paleontological marvels, anecdotes, and arcana - nothing less than Charles Darwin`s vision of "endless forms most beautiful and most wonderful." Gould celebrates the true nature of excellence of life on Earth as demonstrated by the fullness and constancy of its variety, ingenuity, and diversity.
Full House - The Spread of Excellence from Plato to Darwin
Stephen Jay Gould
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Ver maisMais um livro de Stephen Jay Gould lido, o décimo primeiro na conta! Gould foi uma dessas pessoas cujos interesses não cabiam num simples rótulo. Além da paleontologia e geologia que praticava, era também interessado em filosofia, música, teatro, poesia e literatura, arquitetura, história, e especialmente baseball. A ponto de ter escrito vários ensaios e publicações sobre seu esporte favorito. E, apesar dessa aparente discrepância entre seus temas de interesse, Gould foi uma dessas pessoas que conseguia mesclar conceitos e temas entre elas, Foi observando a decoração nos arcos que naturalmente surgem quando uma estrutura é necessária para sustentar um domo que lhe veio a ideia dos "spandrels", por exemplo. Sua famosa crítica ao programa adaptacionista faz alusão ao famoso personagem de Voltaire, Panglossus. Aqui, Gould traz à tona o conceito de variância para explicar dois fenômenos aparentemente desconexos: o desaparecimento da taxa de acertos 0.400 de rebatida no baseball, e a inexistência de uma "caminhada ao progresso" no processo evolutivo. Ambas tem em comum duas características. Primeiramente, ambas são conclusões equivocadas. O desaparecimento do .400 no baseball não é um indício da perda de qualidade no esporte, e a evolução não caminha em direção ao progresso. Em segundo lugar, ambas são explicadas quando analisadas do ponto de vista da variância. Em suma, o argumento é construído em torno de limitações inerentes ao sistema. Imagine uma curva de sino de uma distribuição normal. Ela é naturalmente maior ao redor da média, e as caudas da distribuição afinam quando se afastam dela. Existe um limite para o quanto essas caudas podem expandir? Sim. Essas paredes podem ser na esquerda, onde 0 é o limite, ou na direita, onde há um máximo possível que um sistema pode gerar. Nos exemplos citados, o .400 é um limite à direita. O baseball é jogado com virtualmente as mesmas regras e equipamentos a décadas, e seus jogadores estão praticamente próximos ao ápice do desempenho. Essa constância de excelência faz com que a variância em torno da média diminua, e scores como o .400 desapareçam. Não foi o baseball que piorou, foi o baseball que melhorou como um todo. Para a evolução, o limite é à esquerda. Bactérias são a forma de vida mais próximas da baixa complexidade que temos (vírus não necessariamente são "vivos", mas esse é outro livro). Desde a origem da vida até o presente, as formas de vida dominante são as bactérias, superando em ordens de grandeza qualquer quantificação da biosfera: abundância, riqueza de espécies, biomassa, etc. Qualquer movimentação para a direita, i.e., maior complexidade, advém simplesmente de uma movimentação aleatória, já que o sistema simplesmente não permite menor complexidade. Não há, em praticamente nenhum grupo existente (ou que existiu) um registro de ganho de complexidade, e nos poucos casos onde uma história assim pode ser contada (como na famosa gravura da evolução dos cavalos), a história só é possível porque eliminamos os demais ramos e focamos em um um dos vários caminhos trilhados. Todo esse argumento estatístico, que pode ficar facilmente chato e indigerível nas mãos de um escritor menos habilidoso, simplesmente fluem naturalmente com a beleza da prosa de Gould. Ah, e se você não conhece baseball e seus termos, não importa. Gould foi um dos maiores divulgadores científicos, e sua excelência não era restrita apenas à biologia e evolução. Eu recomendo a leitura desse livro antes do "Andar do Bêbado", de Leonard Mlodinow, para ver uma expansão mais técnica do tema da aleatoriedade e a ilusão do progresso.
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