Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período dramático da história. Queda de gigantes, primeiro volume da trilogia "O Século", de Ken Follett, começa no despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente – as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos. De maneira brilhante, Follett descreve a saga de famílias de diferentes origens e apresenta os fatos sob os mais diversos pontos de vista. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta. Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha. Enquanto a ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, Queda de gigantes retrata um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo. O século XX está apenas começando.
Queda de Gigantes (O Século #1) -
Ken Follett
Aula de história em ritmo de romance!
Ken Follett é realmente incrivel. E acho que entre os atuais Best Sellers é o melhor de todos. Pois haja criatividade e empolgação. Queda de Gigantes são 910 paginas que não te cansam. É pena nao ter tempo para se dedicar somente a esta leitura, pois ficamos sempre com aquele gosto de quero mais, mas com a vida atribulada, foi necessário quase um mês para chegar ao fim da primeira parte desta saga. Mas valeu a pena cada pagina. Uma lição de história sempre cercada com as caracteristicas de romances americanos, que vão misturando vidas e mostrando realidades que não sabemos se aconteceram realmente ou se foram criadas pelo autor. NO começo da leitura, não havia como não fazer comparações com os Pilares da Terra e MUndo sem Fim, e eu tinha a impressão que este novo não era tão bom. Na verdade, a época medieval dos outros livros me agrada mais, mas não há como diminuir Queda de Gigantes, pois até hoje não tinha lido nenhum relato tão interessante sobre este periodo retratado neste livro : Antes, durante e logo após a 1a Guerra Mundial. E normalmente, livros que falam das Guerras, mostram um unico ponto de vista, porém Ken Follett é abusado, e resolveu mostrar o periodo sob diversos pontos, de vista, de diversos paises envolvidos no conflito. E assim rola a sua estoria, começando na Inglaterra, com a familia Willians, Da, o pai, um sindicalista, Billy, o filho começando a trabalhar na mina e depois virando um soldado e Ethel, a filha inteligente que consegue se sobressair na casa do nobre Lorde Fitzherberts, um rico aristocrata casado com Bea, uma princesa russa e irmão de Maud, uma aristocrata feminista e sufragista, a frente de seu tempo, que se apaixona por Walter, um alemão aristocrata que está sempre envolvido nas tramitações do poder, pois seu pai Otto é um dos homens de confiança do Kaiser Alemão. Achou bastante? Para Ken Follett é pouco. Ele ainda nos traz o ponto de vista da Rússia, tanto pela aristocracia como pelo povo oprimido. O primeiro grupo é representado por Fitz e Bea, que não se conformam com a divisão das propriedades e queda do Czarismo, que toma a herança de seus filhos (eles são ingleses ricos, mas devido a Bea, teriam direito a herança na RÚSSIA também, já que seu tio homem não teve nenhum herdeiro). O segundo grupo é representado por Grigori, que nasceu pobre e sofreu nas mãos do Czar, e de repente vê o surgimento do partido Bolchevique e da Revolução Russa, convivendo lado a lado com Trotsky e Lenin. E para completar o quadro temos ainda o ponto de vista americano, pelos olhos de Gus, um jovem e bem sucedido diplomata assessor do presidente americano e que também participa da guerra e Lev, russo, irmão de Grigori que chega aos Estados Unidos e acaba se envolvendo com a família de um gangster Russo nos EUA e se transformando ele mesmo em um gangster devido a Lei Seca americana. E assim as estórias vão rolando e se encontrando, e vamos conhecendo a realidade do mundo antes, durante e depois da 1ª guerra mundial. Os interesses de cada país, as diferenças sociais entre monarcas e plebeus, a realidade trabalhista dos países, a realidade das mulheres nessa época, os conflitos políticos internos e externos dos países, a realidade cruel da guerra em campo, a diferença e dificuldades de cada governo e seus exércitos, a criação do Comunismo, o crescimento dos EUA como uma potência, a ascensão e queda da Alemanha, o pós guerra alemão a preparando para os conflitos internos que lhes levaram a segunda guerra mundial, o surgimento da idéia da ONU e muito mais. E através destas estórias vamos conhecendo fatos importantes e criando nossos questionamentos. Czarismo X Comunismo, quem é mais cruel? Aristocracia européia e seu sentimento de superioridade. Como manter este padrão de vida? Mentiras contadas aos governantes para o povo. Como que o homem não aprendeu com a 1ª guerra e ainda foi capaz de se envolver em algo pior ainda? Diferenças da ascensão do povo ao poder Russia com comunismo e Inglaterra com o partido trabalhista. Um painel incrível e detalhado do inicio do século XX, com todas as mesquinharias e grandiosidades do ser humano. E são tantos detalhes que dá vontade de ir a internet checar o que é verdadeiro ou ficção. Podia ser usado como livro didático para aulas de historia deste período em escolas. Uma pena ter que esperar tanto tempo pelos próximos livros.
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