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    As Mentiras de Locke Lamora - eBook

    Scott Lynch

    Arqueiro
    2014
    727 páginas
    1d 0h 14m
    ISBN-10: B00IDFAXHE
    Português Brasileiro
    4.4
    2159 avaliações
    Leram2844Lendo286Querem4779Relendo7Abandonos169Resenhas183
    Favoritos4Desejados4779Avaliaram2159

    "Uma história original, vigorosa e arrebatadora de uma nova e brilhante voz da ficção fantástica." – George R. R. Martin "Eu fiquei totalmente atordoado pela qualidade da obra: a linguagem e a construção de mundo e da trama, a perspicácia e a destreza de Scott Lynch. Provavelmente é um dos cinco melhores livros que li na vida." – Patrick Rothfuss, autor de O nome do vento e O temor do sábio FINALISTA DO WORLD FANTASY AWARD O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula. Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas. O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.

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    Resenhas (183)Ver mais
    Henrique Magalhães picture
    Henrique Magalhães30/09/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Mentir nunca foi tão épico. (SEM spoiler)

    Esse livro me fez chegar à seguinte conclusão: Se o Martin morrer, temos um substituto mais que à altura para seguir publicando Livros de fantasia com L's maiúsculos. E, fazendo minhas as palavras do Patrick Rothfuss, um dos melhores livros que li em minha vida. Sempre que um autor de fantasia deixar sua originalidade fluir, teremos algo que merece nossa atenção. Mas, quando um autor, além de original, tem domínio sobre as palavras e uma mente dotada de toda sorte de inteligências, teremos algo como As Mentiras de Locke Lamora (cara, que livro bom!). Agora, vamos aos porquês... Originalidade (um artigo raro na fantasia atual) Scott Lynch teve seu primeiro livro publicado em 2005 e hoje sua tradução chega ao Brasil pela Arqueiro, uma editora que tem feito ótimas escolhas em termos de publicações e que se dedica apenas à literatura fantástica (louvemos a Tolkien!!) Não me admiro nem um pouco ao descobrir que o autor recebeu o prêmio de Melhor Revelação do British Fantasy Award e foi finalista do World Fantasy Award com As mentiras de Locke Lamora ou que a série dos Nobres Vigaristas já foi vendida para 28 países e já tem os direitos comprados para adaptação cinematográfica (que nunca poderá atingir a grandeza desse livro incrível) pela Warner Brothers. Mas, como só números não são sinônimos de qualidade, vamos ao que mais importa: as impressões que essa leitura deixou em mim. As Mentiras de Locke Lamora é uma raridade por várias razões e uma delas (a mais importante) é a originalidade, é a ausência de mais do mesmo, é a novidade, o incomum, é a maravilha de ter em mãos algo que foi fruto de um trabalho muito bem feito, obrigado! E sim, eu preciso elogiar esse livro e preciso fazer isso de diversas maneiras, pois há muito para ser elogiado. Temos uma escrita original, personagens originais e um cenário tão fod* de tão original e que venham mais Scott Lynch para o Brasil (um beijo na testa para a SdE!) Se você está à procura de um universo novo ou reclamando por ainda não ter saído o sexto livro do Martin, vai no Lynch e corra o risco de mudar a posição de seus favoritos. A Escrita Na primeira página fiz duas marcações (DUAS!) e na segunda página fiz mais uma e assim foi durante toda a leitura. A escrita do Lynch é inteligente, seus personagens dão vida à diálogos que transbordam e fervilham de ironia, sarcasmo e perspicácia. Durante toda a leitura me peguei rindo e, em alguns casos, estarrecido, tal é a capacidade que o autor possui de criar comparações e frases de sabedoria e sempre mantendo o humor. Portanto, rir e se divertir também são elementos que posso garantir para os leitores de Lamora. Gostaria de falar oceanos sobre a belezura que é a escrita do autor, mas vou guardar para mim e quem quiser descobrir que vá ler o livro. U,U A Trama Também estão garantidos, sem sombra de dúvida alguma, a imprevisibilidade, as reviravoltas e sangue, bastante sangue, sangue para fazer correr rios e mentiras para formar oceanos. Mentiras épicas! O autor cumpre o papel que deve ser exercido por toda alma que decide escrever fantasia ou ficção fantástica, isto é, prender o leitor, fazer o leitor desejar, mais do que qualquer outra coisa, voltar para as páginas do livro, para seus diálogos, seus personagens, seu universo, fazê-lo perder o sono e ignorar a fome para ler só mais um capítulo. E falando em capítulos... Um convite para expandir a memória A forma como os capítulos do livro são distribuídos é mais um sinal de uma mente inteligente por trás da obra. Essa distribuição possui seu grau de complexidade, ao qual me habituei sem demora. No livro nós temos os capítulos, que vão abordar um trama específica, ou seja, uma série de acontecimentos menores, que vão estabelecendo bastante tensão, dentro de uma trama maior que nos conduz ao clímax. Temos os interlúdios, onde se estabelece a alternância, que é uma técnica narrativa que consiste em contar duas ou mais histórias de maneira intercalada, de forma que ora se narra uma ora outra. E a anacronia, que é um recurso narrativo que consiste na alteração da ordem cronológica linear. Isso é um convite irrecusável para expandir a memória. (Amém) Cada capítulo possui subcapítulos que, na maioria dos casos, são uma mudança de foco sobre os eventos ou personagens. Enfim, são peculiaridades que podem exigir do leitor menos experiente uma dose de pera um pouco para armazenar e organizar a dinâmica entre os capítulos, subcapítulos e interlúdios, para que não ocorra confusão. (Quem já leu O Nome do Vento e O Temor do Sábio estará habituado). É cientificamente comprovado que, ao tentar lembrar-se da história que ocorreu em um tempo distinto do tempo em que ocorre uma outra história que é intercalada à leitura, o espaço para novas memórias se amplia e como resultado, temos vaga sobrando para que novos conhecimentos instalem-se bem confortados Verosimilhança A verossimilhança, que é muito importante em um livro de fantasia adulto e que está intimamente relacionada com os eventos que se desenrolam, é responsável por atribuir à história um caráter, digamos, próximo da realidade, do que é real, do que é possível de acontecer. Um forte e atual exemplo é "As Crônicas de Gelo e Fogo", com um sistema de governo convincente, personagens humanos e um mundo ou universo regidos por leis com aspecto coerentes, sem recorrer ao Deus ex machina, que podemos reservar para os infanto-juvenis. Em Camorr, cidade onde o enredo da história se desmancha, temos uma divisão de classes bastante interessante, apesar de diferente, mas que poderia ocorrer em qualquer finalzinho de século V XV, período da Idade Média. O sistema de magia também é bastante peculiar e, possivelmente, é fruto das experiências de Lynch com RPG. Por fim... ... aguardo ansiosamente o livro 2, Marés de Sangue. Apesar de ser uma série, temos um livro 1 com uma história que possui início, meio e fim, sem deixar ganchos para um outro livro, exceto os próprios protagonistas que, sem dúvida, são um convite e tanto para continuarmos seguindo seus passos. Eu altamente recomendo As Mentiras de Locke Lamora.

    109 curtidas

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