Neste segundo volume do Pequeno Museu de Horrores, trazemos três contos de Theóphile Gautier, o “mestre impecável das letras francesas” como a ele se referiu Baudelaire na dedicatória d’As Flores do Mal: A Cafeteira, conto fantástico, publicado pela primeira vez em 4 de maio de 1831 no jornal Le Cabinet de Lecture, conta a história de Théodore que, junto a dois amigos artistas, foi convidado a passar uns dias no interior. Ao chegarem no destino e subirem para os seus respectivos quartos, à Théodore é reservado o aposento do avô do anfitrião, mobiliado à moda rococó. Ali, o rapaz viverá uma experiência fantástica e fantasmagórica que deixará o protagonista e o próprio leitor em dúvida se aquilo tudo aconteceu ou não. Em Ônfale, uma história rococó, publicado pela primeira vez em 7 de fevereiro de 1837 no Journal des Gens du Monde, temos novamente um rapaz, desta vez não nomeado, que é recebido na casa do tio, um fidalgo, e é instalado num pavilhão decrépito, separado da casa. Ali, durante alguns dias receberá uma visita fantástica que vai despertar-lhe para os prazeres da vida e lhe causar alguns problemas. O Pé da Múmia, publicado pela primeira vez em setembro de 1840 no jornal Le Musée des Familles, narra a aventura fantástica de um rapaz que, ao comprar um pé de múmia legitimamente egípcio para usar como peso de papel, acaba por meter-se numa intriga milenar que, apesar do absurdo, lhe legará uma relíquia do passado.




