Manga Verde com Sal - Cartas de amor, de luto, do sabor agridoce da vida

    Erilene Firmino

    Casa de Memória
    2023
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9786599984310
    Português Brasileiro

    Viver é prazeroso, mas complicado. Requer da gente coragem, como bem ensina Guimarães Rosa. Pois foi essa coragem que precisei encontrar em mim, ao longo da última década, após uma sequência de perdas iniciada com a morte da minha irmã Lia. Vítima de câncer aos 53 anos, ela era o meu alicerce. Seis meses depois, a mamãe morreu e, após cinco anos, o papai. Em meio a esses falecimentos, fui descobrindo vários outros desassossegos na alma - as rupturas provocam lutos também, bem mais amenos, porém bastante incômodos - enquanto lutava para me manter viva e mentalmente sã. A travessia que precisei realizar entre o momento da morte deles, a aceitação das mesmas e a retomada da minha própria vida sem a dor extremada do início do luto é o tema do meu primeiro livro. A história é a minha e a de minha família, mas falo sobre os sentimentos do mundo, não somente dos meus, tendo em vista o caráter universal da vida e da morte.

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    Israel Vancouver 21/07/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Manga verde com sal

    Livro primordialmente sobre luto, mas não só sobre isso... acho que o subtítulo foi primorosamente encaixado pra obra: é sobre o agridoce da vida. é sobre reconstrução, sobre recomeço, sobre aceitar a dor e se deixar doer quando necessário. não passei por perdas difíceis como as descritas aqui, mas creio que quem já passou por isso tenha se sentido abraçado por essas palavras grafadas. por vezes, senti até uma sensação de cafuné. eri tem realmente uma relação próspera com as palavras. vi-me muito nesses relatos, é um livro identificável, feito por uma pessoa identificável. ler tudo isso lembrando do sorriso da eri foi bem significativo pra mim. é uma mulher forte, movida pelo amor, pela doçura e pela empatia. agora sei mais sobre resistir. sei mais sobre engolir a manga mesmo verde, mesmo que eu tenha que pôr sal pra conseguir engolir. "O que posso fazer, neste momento, é viver o presente. Agarro-me a ele e espero, sem grandes expectativas, continuar existindo no dia seguinte. Lavo bem as mãos, uso máscaras e amo as pessoas, mesmo sem poder tocá-las. Digo, muitas vezes, a cada uma, como as adoro e reverencio, como é bom podermos compartilhar o mesmo tempo e espaço, respirando, olhando o céu, o mar, as flores e os pássaros; às vezes chorando, outras rindo" (pág. 129). ⭐⭐⭐⭐

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