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    The Collected Poems of Charles Olson - Excluding the Maximus Poems

    Charles Olson

    University of California Press
    1997
    609 páginas
    20h 18m
    ISBN-13: 9780520212312
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    A seminal figure in post-World War II literature, Charles Olson (1910-1970) has helped define the postmodern sensibility. His poetry is marked by an almost limitless range of interest and extraordinary depth of feeling. Olson's themes are among the largest conceivable: empowering love, political responsibility, historical discovery and cultural reckoning, the wisdom of dreams and the transformation of consciousness—all carried in a voice both intimate and grand, American and timeless, impassioned and coolly demanding. Until recently, Olson's reputation as a major figure in American literature has rested primarily on his theoretical writings and his epic work, the Maximus Poems. With The Collected Poems an even more impressive Olson emerges. This volume brings together all of Olson's work and extends the poetic accomplishment that influenced a generation. Charles Olson was praised by his contemporaries and emulated by his successors. He was declared by William Carlos Williams to be "a major poet with a sweep of understanding of the world, a feeling for other men that staggers me." His indispensable essays, "Projective Verse" and "Human Universe," and his study of Melville, Call Me Ishmael, remain as fresh today as when they were written.

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    Charles Olson

    Charles Olson nasceu em Worcester, no estado americano de Massachusetts, a 27 de dezembro de 1910. A família passaria os verões na cidade pesqueira de Gloucester, que se tornaria central no pensamento mítico e poético do poeta. Seu primeiro livro é hoje um estudo clássico do romance de Herman Melville (1819 – 1891), o grande Moby-Dick (1851). O estudo de Olson é intitulado Call Me Ishmael (1947), nomeado a partir da primeira sentença no romance de Melville. Call Me Ishmael é hoje considerado também uma espécie de Poética de Olson, unindo-se a outros livros de crítica escritos por modernistas americanos sobre outros poetas, como o volume Bottom: On Shakespeare, de Louis Zukofsky; o inacabado The H.D. Book, de Robert Duncan; ou, mais recentemente, o impressionante My Emily Dickinson, de Susan Howe. Nas décadas de 40 e 50 reinava nos Estados Unidos a ideologia crítica do New Criticism (do qual os brasileiros do Grupo de 45 beberam algumas de suas crenças), baseada na obra tardia de T.S. Eliot e W.H. Auden como modelos principais. Os primeiros modernistas estavam soterrados no esquecimento: Pound estava preso, Williams menosprezado, Stein esquecida. Os poetas da década de 30 ligados aos Objetivistas, como Louis Zukofsky, Lorine Niedecker e George Oppen, eram desconhecidos, pouquíssimo divulgados e até perseguidos politicamente por MacCarthy por suas inclinações socialistas. É neste ambiente que Olson escreve o seu famoso ensaio-manifesto "Projective Verse", no qual prega o uso de uma métrica baseada na respiração do poeta, a página como campo de composição (daí a expressão "composition by field"), e uma construção poética através da conexão de percepções e sons, não pela sintaxe ou lógica. Seu poema "The Kingfishers", incluído em seu primeiro livro In Cold Hell, in Thicket (1953), é considerado um belo exemplo desta pesquisa. "The Kingfishers", que foi publicado pela primeira vez em 1950, é chamado por alguns de "poema de exórdio" da poesia norte-americana do pós-guerra. Olson abre seu poema com os versos: "What does not change / is the will to change" O que não muda é a vontade de mudar. Charles Olson presidiu a famosa Black Mountain College, que teve como professores poetas como Robert Creeley e Robert Duncan, o compositor-poeta John Cage, o coreógrafo Merce Cunningham, entre outros. A revista Black Mountain, editada por Creeley, viria a unir alguns destes poetas, em um momento em que a poesia norte-americana explodia em grupos de poetas retomando a pesquisa dos primeiros modernistas americanos, como Pound, Williams e Stein, ou europeus, como Tristan Tzara e Hans Arp. Olson retoma a pesquisa épica de Pound, mas a partir do local, como querendo fundar na pequena vila pesqueira de Gloucester sua própria República. Isso talvez ligue The Maximus Poems mais ao épico em cinco volumes de William Carlos Williams, intitulado Paterson e publicado em sua totalidade em 1963, que ao épico vitalício de Pound, The Cantos. No entanto, tanto em Olson como em outros poetas da década de 50 americana, sentimos a influência maciça do volume The Pisan Cantos (1948), que rendeu a Pound o polêmico Prêmio Bollingen, instituído naquele ano. São todos poetas (Olson, Creeley, Ginsberg, O´Hara) que recusam a visão dos New Critics de uma poesia independente ou separada da História. Olson e seus companheiros de geração retornam ao papel social do poeta como membro de uma comunidade. Aquelas tais "palavras da tribo". Vale também lembrar a definição de Pound para o épico: "um poema que inclui a História". O poema "Maximus to Gloucester, Letter 27 [withheld]" está incluído no épico local/universal The Maximus Poems. Se estivesse vivo, Olson completaria hoje cem anos. Nossa homenagem ao poeta incansável em sua busca pela historicidade da poesia, o poeta que se autodefiniu não como escritor, mas como um Archeologist of Morning, um "arqueólogo da manhã". --- Ricardo Domeneck http://revistamododeusar.blogspot.com/2010/12/charles-olson-1910-1970.html

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    Massachusetts, Estados Unidos

    Charles Olson