Uma aventura inédita de Assane Diop, alguns anos antes do início da primeira temporada deLupin , série original da Netflix. Noite agitada na mansão parisiense de Jules e Édith Férel, pais de Benjamin e donos de um famoso antiquário dedicado às mais sofisticadas obras de arte. O escritório de Jules, o pai, é invadido, e tiros são disparados enquanto o suposto ladrão foge pelo jardim da casa. Mas não é só isso: Jules também desaparece naquela noite. Benjamin Férel não pretende deixar essa investigação nas mãos da polícia: o melhor é que as autoridades não se envolvam demais nos negócios da família. É então que ele decide chamar seu amigo de infância, Assane Diop, grande fã de Arsène Lupin, o rei da astúcia e do disfarce. Os dois amigos se unem para descobrir o paradeiro de Jules, que aparentemente vinha se dedicando a estudar de perto a obra da pintora Rosa Bonheur. Mas por que tanta dedicação e interesse? Será que tem algo a ver com uma peça de xadrez feita de madeira, com a base estranhamente entalhada – um cavalo, como os dos quadros de Bonheur? De Paris a Los Angeles, passando pela região da Provença, Benjamin e Assane precisarão de toda engenhosidade que conseguirem reunir para combater seus inimigos e descobrir seus segredos.
LUPIN: A RAINHA EM XEQUE (Planeta) - A rainha em xeque
BERTRAND PUARD
A rainha em xeque foi publicado pela @PlanetaLivrosBR e se passa alguns anos antes do início da primeira temporada da série adaptada na @NetflixBrasil. As primeiras impressões que tive, creio que nas 25 páginas iniciais, foi positiva. Com exceção do prólogo que pareceu meio deslocado no tempo: se passando em 1910, mas descrevendo certas tecnologias que naquela época ainda não estavam disponíveis. Estranhei, mas segui interessada. Me aproximando da página 100, estava instigada com a leitura rápida e com a narrativa dinâmica, porém foi justamente em um momento em que estava com pouco tempo para leitura, do contrário teria terminado mais rápido. Tanto que ainda cultivei a esperança de finalizar no final de semana que se seguiria. Porém, ao passar do primeiro terço do livro comecei fazer observações mentais… Observações até demais. A forma como o autor descrevia os personagens durante a história, me pareceu pobre. Como se não conseguisse utilizar sinônimos ou se falar nomes fosse algo proibido. Um exemplo que me irritou profundamente: um dos personagens principais sendo chamado de gigante insistentemente. Algumas vezes durante a obra, ok, eu entendo. Mas em toda página? Em duas ocasiões duas vezes na mesma página. A todo momento? Repetitivo. Exaustivo. Não aguentava mais ler “o gigante isso”, “o gigante respondeu”… Insustentável. Com isso, continuei a leitura e, apesar do começo promissor, o livro foi só ladeira abaixo. O enredo possui muitos buracos e tudo acontece de forma tão conveniente que deixa de ser crível. Os vilões são caricatos e os protagonistas elaboram planos infalíveis dignos do Cebolinha. Senti a minha inteligência ofendida com o desenrolar do plano se mostrando. Reforço que essa impressão que tive de um enredo de aventura/mistério fraco, pode ser devido ao fado de que estou muito acostumada com histórias mais elaboradas para o gênero. Realmente não consigo definir se foi por isso ou se é uma história fraca mesmo. Mas contra fatos, não há argumentos: em alguns momentos realmente faltou mínimo de pesquisa. Depois o início meio deslocado no tempo fez todo sentido: faltou pesquisa, não era algo proposital. Outra coisa que me incomodou foi a linha temporal. Os personagens falavam como se o cerne que desencadeou a história toda fosse algo muito antigo. Mencionavam de uma forma que dava a impressão de que ao menos dois séculos tinham se passado, quando não se tinha passado sequer um século. Não daria tempo de existir tantas gerações no meio. Foi uma leitura frustrante, porque comecei muito empolgada. Queria ter realmente curtido.
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