"Imortalidade"
Já dizia Salomão em Eclesiastes: "tudo é vaidade". Oras, aí está mais uma delas, na reportagem de capa sobre esforços (e devaneios) sobre a vida contínua.
Segundo o texto é possível, no uso de DROGAS REPARADORAS DO METABOLISMO ORGÂNICO, afetado pelo envelhecimento nas regenerações e em perdas celulares (medicações e injeções específicas) e TECNOLOGIAS INOVADORAS (substituição de orgãos, uso de células-tronco e nanotecnologia que faça "faxina" periódica no sangue).
Na moral, a ideia de longevidade (nem digo imortalidade, porque a morte cedo ou tarde vem) é fascinante, mas esquecemos o cenário em que a pessoa estará. Projetamos o futuro e esquecemos o presente, onde existem problemas que impactam visceralmente a realidade com tendencias a piorar nas atuais circunstâncias de descaso. Além disso, o homem vai gerar uma dependência que pode se quebrar na impossibilidade do sustento em algum momento, podendo se transformar em disposições horrendas para mantê-la (que nem com Dorian Grey).
A busca deve ser de viver bem no presente. Conteto-me com essa conclusão de tudo que a reportagem abordou.
Como cristão não posso deixar de citar comunhão com Deus, para aí sim, uma imortalidade feliz, ao lado do Senhor. Eu creio!
Num registro final, desde o início da reportagem lembrei de personagens de "As viagens de Gulliver"... Tem uma terra lá em que as pessoas vivem para sempre... Lembrar os nomes da terra e pessoas é difícil, pois são pra la de esquisitos, malucos mesmo... Mas enfim, é uma imortalidade sofrível, em que vão entrando em estado vegetativo deplorável, o que levou o aventureiro protagonista a ter reflexões mais ou menos como as que registro.
Essa foi a reportagem de capa da edição. O assunto não se resume nisso, certamente, mas pra mim foi o suficiente.