O Faroleiro e Outros Contos (Coleção dos Prêmios Nobel de Literatura) -

    Henryk Sienkiewicz

    Delta
    1962
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-10: B06XWN82KD
    Português Brasileiro

    O FAROLEIRO E OUTROS CONTOS, é composto por por cinco história, sendo elas: O FAROLEIRO, história de um homem deserdado pela sociedade, que busca paz nos últimos anos de sua vida, isolando-se num remoto farol. BARTEK, O CONQUISTADOR, narra a história de um campônio polonês, meio atoleimado, mas de grande coração, que se engaja no exército alemão para lutar contra os franceses, em 1870. Haviam lhe dito que os franceses eram bebedores de conhaque, violadores de mulheres e salteadores de fazendas. Torna-se um herói, batendo-se contra eles. O coronel depois de hesitar em conferir-lhe os galões de sargento, por lhe parecer o herói um tanto parvo, concede-lhe uma condecoração. Voltando para sua terra natal, Bartek, que havia perdido o hábito do trabalho, põe-se a beber e a vagabundear. JANKO, O PEQUENO MÚSICO, Janko é um pobre menino de aldeia que só pensa em música. Um dia descobre , no salão de um castelo, um violino abandonado. Enche-se de cobiça pelo instrumento musical, que sonhava poder fazer vibrar, com os mais melodiosos sons. SACHEM, ele é o último índio de uma tribo americana massacrada pelos os moradores de um vilarejo onde ele regressa para se apresentar num circo. DEVEMOS SEGUI-LO, na esperança de salvar sua mulher desenganada, um casal muda-se para a terra santa, e vão se ver bem no meio do ato em que Jesus será cruxificado.

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    Henrique Luiz Fendrich18/02/2019Resenhou um livro
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    Bartek e o que as guerras fazem com você

    Célebre por “Quo vadis”, esse polonês, Nobel da Literatura, tem muito mais a oferecer. Destaco a novela “Bartek, o conquistador”, presente nesta obra. Trata-se um pobre campônio polonês, extremamente ingênuo, que um dia se vê forçado a lutar contra os franceses na Guerra Franco-Prussiana, de 1870. A perplexidade do sujeito com as razões da guerra é algo de se notar. Através dele percebemos a falta de lógica de todas elas. Bartek, de maneira inocente, acha estranho o fato de que se ele, um indivíduo isolado, matar alguém, precisará responder pelo seu ato perante a polícia, ao passo que, na guerra, a recomendação é matar e premia-se quem mata mais. É um pensamento que parece extraído dos livros filosóficos de Tolstoi. Bartek não tinha nada a ver com aquela guerra, ele não era alemão e não fazia a menor ideia do que era um francês. Entretanto, tinha que obedecer. Algumas mentiras patrióticas foram suficientes para estimular toda a fúria daquele campônio, que se atirou valentemente contra os inimigos. Seus gestos de bravura não passaram despercebidos e ele passou a ser respeitado. Observa-se então o processo de desumanização de Bartek, pois o que a guerra faz com ele é tirar a sua condição de homem. Digna a de nota a crise que se instaura na sua mente simples quando descobre poloneses lutando do outro lado. Mas as lutas fraticidas já haviam sido justificadas por outro personagem, que disse: “O meu cachorro não briga com o seu?”. Ao final do conflito, ele volta para a sua Polônia e acha que os seus feitos terão alguma serventia por lá. Não perde por esperar, pois os alemães a que ele havia ajudado o levam à fome, à prisão e ao abandono da sua terra. E, como se não bastasse, há a subjugação de Bartek pelo medo. Já não tem coragem de ser um polonês e vota, obediente como um soldado, nos seus opressores alemães.

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