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    Divine Rivals -

    Rebecca Ross

    Wednesday Books
    2023
    362 páginas
    12h 4m
    ISBN-13: 9781250857439
    4.1
    1225 avaliações
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    When two young rival journalists find love through a magical connection, they must face the depths of hell, in a war among gods, to seal their fate forever. After centuries of sleep, the gods are warring again. But eighteen-year-old Iris Winnow just wants to hold her family together. Her mother is suffering from addiction and her brother is missing from the front lines. Her best bet is to win the columnist promotion at the Oath Gazette. To combat her worries, Iris writes letters to her brother and slips them beneath her wardrobe door, where they vanish—into the hands of Roman Kitt, her cold and handsome rival at the paper. When he anonymously writes Iris back, the two of them forge a connection that will follow Iris all the way to the front lines of battle: for her brother, the fate of mankind, and love.

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    Lilies picture
    Lilies13/02/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Das Trincheiras do TikTok ao Front Emocional

    Divinos Rivais não é apenas uma história sobre amor e guerra. É uma obra que se destaca pela força da escrita e pela delicadeza com que as palavras criam uma conexão profunda entre os personagens e o leitor. Iris e Roman, nas mãos de Ross, tornam-se figuras complexas e fascinantes. Iris é uma jornalista dedicada e determinada, que carrega a responsabilidade de suas ações sem perder sua humanidade. Sua busca por um propósito maior e um senso de pertencimento a tornam uma protagonista forte, com uma personalidade que brilha tanto nas vitórias quanto nas derrotas e limitações. Roman, por outro lado, é reservado e enigmático. Sua solidão é palpável, e ele utiliza as palavras como um escudo, preferindo o silêncio e a distância emocional. No entanto, ao começar a trocar cartas com Iris, ele vai desvelando camadas de si mesmo que nem sabia que existiam. A troca de cartas entre os dois é um dos pontos altos da obra, não apenas pela revelação de sentimentos, mas pela forma como as palavras se tornam um elo de confiança, jogando com o que é dito e o que fica subentendido. À medida que avançava na leitura, percebi a discrepância entre o que o livro promete e o que, de fato, entrega. A história se apresenta como fantasia, mas os elementos do gênero—magia, deuses, cartas encantadas e uma guerra divina—são sutis e pouco explorados. A fantasia está ali, mas não se destaca. É quase um detalhe decorativo, enquanto a verdadeira força da história está nas emoções dos personagens. Isso não torna o livro ruim, mas pode frustrar aqueles que buscam um enredo mais imersivo no gênero. A guerra, que serve de pano de fundo, aparece mais como um personagem secundário—mencionada e sentida, mas raramente explorada. Embora existam cenas que ilustram a violência e destruição, seu impacto é diluído pelo foco nas emoções dos protagonistas. Talvez essa escolha seja intencional, pois acompanhamos a guerra pelos olhos das vítimas, pessoas comuns que lidam com as consequências sem estarem imersas nos grandes eventos. Talvez seja isso que torne a leitura cativante. Ao iniciar a leitura com expectativas baixas, causadas pelo selo de "famosinhos do TikTok" — considerando que o gosto das pessoas nessa plataforma, muitas vezes, é questionável — acabei me conectando profundamente com os personagens e sua jornada emocional. Aqui, a fantasia e a guerra funcionam mais como pano de fundo para explorar a complexidade dos sentimentos humanos, tornando a história envolvente de uma forma mais sutil. A narrativa se desenrola de forma intensa e contemplativa, equilibrando momentos de tensão e suavidade. As cartas entre Iris e Roman são cápsulas de tempo, onde sentimentos profundos e vulnerabilidades cruas são compartilhados. Cada palavra escrita, cada frase carregada de emoção, constrói lentamente a ponte entre os dois, sem pressa e sem pressões externas. A escrita de Ross é elegante e fluida, mantendo a intensidade emocional, ao mesmo tempo em que transmite o desejo de se conectar e o medo de se entregar. O final é onde a autora realmente toca o coração do leitor, fechando a história de forma emotiva, ainda que um pouco previsível. Uma conclusão satisfatória, sem grandes surpresas, mas que deixa uma sensação de completude. Com tudo isso, Divinos Rivais merece 3,0 estrelas. Embora possa parecer uma nota baixa, considerando tudo o que mencionei, é difícil dar mais. A obra falha um pouco em entregar a fantasia prometida, não por criar falsas expectativas, mas porque, sendo um livro de fantasia, não cumpre totalmente esse papel. No entanto, consegue capturar a essência emocional de forma excepcional e isso faz a leitura valer a pena, especialmente se você não estiver em busca de uma fantasia grandiosa.

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