Primeiro volume da série Mestre da Guerra.
Nesse livro, acompanhamos o início da saga de Thomas Blackstone que deixa a Inglaterra para combater pelas forças do rei em solo francês. A história, dividida em três partes, apresenta a guerra em que ele toma parte como arqueiro, sua ascensão para cavaleiro, e por fim, sua formação de mercenário.
Gilman faz boas descrições de batalha, focado principalmente na estratégia utilizada para a tomada histórica de Calais. Contudo, o ritmo é quebrado na inserção de um romance no meio do livro que tenta humanizar Thomas, mas termina quebrando a narrativa. Há uma reintrodução de batalhas na parte final, mas a ausência de um bom desenvolvimento acaba fazendo com que o vilão apresentado não seja suficientemente trabalhado e retirando o clímax da história.
O que fica impossível de negar é a semelhança da história de Thomas Blackstone e Thomas Hookton da série O Arqueiro de Bernard Cornwell. Ambas as obras seguem a mesma estrutura: origem humilde e alistamento forçado, batalhas, paixão por uma nobre, retorno a guerra como mercenário.
É bem provável que a ausência de um processo por esse livro resulte do fato que tal vida não era incomum durante a Baixa Idade Média, podendo ser apenas uma coincidência.