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    Admirável Mundo Novo - Graphic Novel

    Aldous Huxley

    Quadrinhos na Cia
    2023
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9786584953215
    Português Brasileiro
    3.7
    87 avaliações
    Leram128Lendo5Querem102Relendo0Abandonos1Resenhas17
    Favoritos0Desejados102Avaliaram87

    Clássico moderno absoluto e um dos livros mais influentes do século XX, o romance distópico do autor britânico ganha uma extraordinária versão em quadrinhos. Publicado originalmente em 1932, o clássico de Aldous Huxley é uma obra incontornável, olhar agudo e profético acerca do autoritarismo e reflexão poderosa sobre temas como hedonismo e controle, humanidade e tecnologia. Na Londres de 2540, para tentar pôr fim às guerras que ameaçavam destruir a espécie humana, um governo totalitário mundial impõe o mais completo controle sobre a reprodução: pais e mães são extintos, bebês passam a ser criados em laboratório. Num mundo dividido em castas, o psicólogo Bernard Marx sente-se inadequado quando se compara aos outros seres de seu grupo. Ao descobrir uma "reserva histórica" que preserva costumes de uma sociedade anterior - muito semelhante à nossa -, Bernard vai desafiar a ordem vigente. Adaptada e ilustrada pelo quadrinista britânico Fred Fordham, e dialogando com uma rica tradição visual de histórias de ficção científica, esta graphic novel é capaz de magnetizar os fãs da obra-prima de Huxley e servir de porta de entrada para uma nova geração de leitores.

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    Queria Estar Lendo04/03/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resenha: Admirável Mundo Novo

    Fred Fordham é o artista que adaptou e ilustrou o clássico atemporal de Aldus Huxley, Admirável Mundo Novo. Nesta HQ, o artista busca dar uma cara nova a história, ao mesmo tempo que tenta manter suas reflexões sobre autoritarismo, controle e humanidade. Na história, que se passa na Londres de 2540, um governo autoritário tenta pôr fim as guerras através do controle absoluto sobre a reprodução. Assim, pais e mães são extintos e crianças passam a ser criados em laboratórios. Além disso, o mundo é dividido em castas e, desde bebês, as pessoas são condicionadas a consumir, não criar laços ou cultivar relacionamentos amorosos e suprimirem qualquer emoção que não a felicidade. De certa forma, esse novo mundo criado por Ford, séculos antes, se assemelha muito a uma seita. Embora tenham abolido a religião, por exemplo, muito da forma como se comportam em relação a Ford tem os mesmos aspectos de uma indotrinação religiosa. Mas pela forma como os livros e qualquer coisa relacionado ao mundo "antes" foi destruído e proibido de ser acessado, ninguém tem como comparar e tirar suas próprias conclusões. Afinal de contas, a submissão e o dever de seguir as regras sem questionar, mesmo para quem está nas castas superiores, é grande parte do autoritarismo. No meio disso tudo, um dos psicólogos da casta mais alta, Bernard, descobre uma "reserva" que ainda preserva o "modo antigo" de viver, cultuando Deus e formando famílias, onde crianças ainda nascem de forma natural. Como se sente deslocado em meio a uma sociedade que não sente e não cria laços profundos, ele parte até a reserva para observar esse mundo tão diferente. E essa decisão muda, para sempre, a vida de diversas pessoas. Admirável Mundo Novo foi publicado pela primeira vez em 1938. E segue surpreendendo até os dias de hoje pelo quão profético é. Muitas das coisas que Aldus Huxley imaginou em sua distopia realmente acontecem, embora não necessariamente como ele apresenta em sua história, como as crianças feitas em laboratórios ou as drogas que supressam os sentimentos. Portanto, é muito fácil encontrar pontos em comum entre Admirável Mundo Novo e o que vivemos hoje. Especialmente nesse momento que o mundo vive, com a ascenção do nazifascismo. O que, é importante destacar, é muito semelhente do momento histórico em que Aldus Huxley escreveu e publicou essa história. Algo que deve ser levado em consideração ao pensar no contexto histórico em que o livro surgiu. A HQ de Fred Fordham, que foi selecionado pelo Huxley State para trabalhar na adaptação de Admirável Mundo Novo, possui os traços futuristas e as cores fortes que esperamos de uma história como essa, que imagina nosso mundo 500 anos no futuro. A história também ficou bem dinâmica, bem fácil de ler e passar as páginas. De uma forma geral, eu gostei. Mas, ao mesmo tempo, não acho que funcione 100% para quem não leu o livro por completo. Como foi o meu caso. Tentei ler Admirável Mundo Novo há alguns anos, mas o texto era mais lento do que eu estava esperando. Então deixei ele na estante, esperando o momento certo. Quando a Companhia das Letras nos ofereceu a HQ, achei que finalmente tinha chegado a minha hora. Mas, enquanto lia ela, senti que estava perdendo informações importantes. Especialmente no grande diálogo entre o "selvagem" e "sua fordeza" (inclusive, eu não tenho maturidade pra essas coisas), o líder da comunidade. Além de ser uma cena longa e parada (que, imagino, foi bastante difícil de adaptar), me senti um pouco perdida. Especialmente nos argumentos do "selvagem", com quem deveríamos nos identificar mais. Senti que, muito provavelmente, no livro nós teríamos mais contexto e mais espaço para entender um diálogo que é tão filosófico e tão intenso quanto esse. Porque, querendo ou não, na HQ temos um espaço limitado para um cena tão "parada" e introspectiva. Como mencionei acima, acho que a HQ de Admirável Mundo Novo é mais indicada para quem leu o livro ou, ao menos, tenha mais conhecimento sobre a história em si e suas discussões do que eu. Confesso que meu conhecimento anterior a HQ era bem superficial. E, infelizmente, após ler ela, ainda sinto que o conheço apenas supercifialmente. Inclusive, li algumas resenhas na internet para ver se as minhas conclusões estavam meio alinhadas com as dos demais, só por desencargo de consciência. Outro ponto que me pegou um pouco foi a linha entre a forma "profética" com que Aldus Huxley enxergava o nosso futuro e os pequenos momentos em que a história se mostra um produto do seu tempo. Especialmente no que diz respeito a forma como o "selvagem" enxerga religião, família, monogamia e todas as coisas que a sociedade de Admirável Mundo Novo eliminou para ser "bem sucedida". O que não é uma crítica. Inclusive, já é de se esperar, afinal de contas, nenhum livro surge no vácuo. Mas foi sim algo que me deixou pensando não só sobre o futuro para o qual caminhamos daqui a cem anos, mas onde estávemos há cem anos. De toda forma, a leitura da HQ de Admirável Mundo Novo foi uma boa experiência. Atiçou novamente minha curiosidade com o romance de Aldus Huxley e me lembrou que sempre existe um motivo para certas histórias se tornarem atemporais.

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 87
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas16%
    • 1 estrelas1%
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    Aldous Leonard Huxley

    Sua família incluía os mais distintos membros da classe dominante inglesa; uma vasta elite intelectual. Seu avô era Thomas Henry Huxley, um grande biólogo defensor da teoria evolucionista de Charles Darwin, tendo desenvolvido o conceito agnóstico. Sua mãe era irmã da romancista Humphrey Ward; a sobrinha de Matthew Arnold, o poeta; e a neta de Thomas Arnold, um famoso educador e diretor da Rugby School que acabou se tornando um personagem no romance.

    61 Livros
    1.317 Seguidores
    waverley, Inglaterra

    Aldous Leonard Huxley