Bagdá noir (Série noir) -

    Samuel Shimon

    Tabla
    2023
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9786586824544
    Português Brasileiro

    Bagdá noir faz parte da premiada série de antologia noir da Akashic Books. Uma das cidades do mundo mais devastadas pela guerra entra para a coleção com um volume de histórias sombrias, reunindo 14 contos ambientados em diferentes regiões de Bagdá, que formam um complexo mosaico de experiências e perspectivas. Da introdução de Samuel Shimon: “No seu conjunto, as histórias de Bagdá noir testemunham a duradoura resiliência do espírito iraquiano em meio aos desdobramentos da vida real e de um estado de desespero contínuo, do qual a literatura noir oferece apenas uma ideia. As contribuições deste livro também se sustentam como contos independentes, nos quais as tradições riquíssimas de interculturalidade transcendem a realidade política imediata — mesmo que nela se baseiem.” autores dos contos: Muhsin Al-Ramli, Nassif Falak, Sinan Antoon, Ahmad Saadawi, Salar Abdoh, Hadia Said, Hayat Raies, Mohammed Alwan Jabr, Salima Salih, Hassin Muzany, Dheya Al-Khalidi, Roy Scranton, Ali Badr, Layla Qasrany.

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    Bruno Oliveira picture
    Bruno Oliveira09/11/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    BAGDÁ É CIDADE NOIR DE RAIZ

    Bagdá noir, organizado por Samuel Shimon traz quatorze contos ambientados na cidade título, e adjacentes, que formam o que conhecemos hoje como o Iraque. Cada conto tem seu tom, seu próprio foco, porém é nítido como o regime de Saddam Hussein e da ideologia política baathista marcou (e ainda marca) a vida das personagens do livro e, claro, das pessoas reais que lá vivem (afinal, a literatura espelha a vida, certo?). A ocupação norte-americana também deixou marcas profundas por lá, e no dia a dia das personagens: hábitos globalizados (não tão saudáveis, diga-se) se mesclam com costumes locais. E é aí que o livro nos dá o seu melhor: o jeito iraquiano de cumprimentar, de falar; o chá, o café, as relações familiares, tribais de cada um nos fazem perceber que não somos tão diferentes assim. É triste ver a guerra como fator comum do povo de lá, mas há certa alegria de ver o orgulho da sua terra, do povo comum, que persiste em sobreviver, como tão bem escreveram essas autoras e esses autores desses catorzes contos bagdalis.

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