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    Pequena bibliografia crítica da literatura brasileira -

    Otto Maria Carpeaux

    Sétimo Selo
    2023
    460 páginas
    15h 20m
    ISBN-13: 9786588732700
    Português Brasileiro
    4.5
    4 avaliações
    Leram3Lendo4Querem34Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados34Avaliaram4

    O brasileiro tem a obrigação de conhecer sua literatura, o mais poderoso e o mais fino instrumento de expressão da nacionalidade. — Otto Maria Carpeaux Ao chegar no Brasil, Carpeaux encontrou as mesmas dificuldades que um estudante novato encontra diante da literatura nacional: por onde e como começar? Ele ainda era um “estrangeiro”, desconhecia as principais referências e não podia bem distinguir o valor de obras e autores. Então, para orientar-se em assunto tão difícil, elaborou a sua “pequena bibliografia” segundo os métodos que já conhecia: antes ler todas as obras e relativa crítica, traçou de maneira criteriosa a história das opiniões sobre os autores. Foi dessa maneira que um dos mais influentes críticos literários do Brasil no século xx aprendeu a conhecer e amar a terra e a gente do Brasil por meio da sua literatura, tornando-se, mais tarde, um de seus intérpretes mais lúcidos e compreensivos. Nesta edição, o leitor encontrará ainda uma introdução do Professor José Carlos Zamboni sobre a vida de Carpeau

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    BJekyll23/09/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A maior homenagem que se pode prestar a um livro: Releitura

    Sou declaradamente aficionada por Carpeaux. Já tive o prazer de ler "História da Literatura Ocidental" e quando, despretensiosamente, rolava pelos livros da amazon, me deparei com essa nova edição de um livro esquecido do autor. Se você busca um livro detalhado de crítica literária, este não é para você. O livro em si é uma grande bibliografia da literatura brasileira. Menções dos autores em demais livros de crítica literária. Inclusive, Carpeaux deixa claro que ele não fará juízo de valor, apenas apontará comentários tecidos positiva ou negativamente a despeito dos autores. Os quais ele mesmo diz que não pretende prender-se aos movimentos que representam e sim ao ano de suas publicações. É um livro interessante, mas não traz a riqueza crítica que vemos nas outras obras de Carpeaux. E para finalizar, algumas publicações do autor na época em jornais.

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    Otto Maria Carpeaux profile picture

    Otto Maria Carpeaux

    Otto Karpfen, mais conhecido como Otto Maria Carpeaux (Viena, 9 de março de 1900 — Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1978) foi um ensaísta, crítico literário e jornalista austríaco por nascimento e brasileiro por opção. Filho único de pai judeu e mãe católica, nasceu em Viena (Áustria), em 9 de Março de 1900, onde cursou o ginasial. Ingressou na faculdade de direito por sugestão familiar, abandonando-a um ano depois. Estudou no Instituto de Química da Universidade de Viena entre os anos 1920 e 1925, mas nunca exerceu a profissão. Na década de 20, frequentava os círculos literários de Viena e conferências públicas de Karl Kraus. Estudou filosofia (doutorou-se em 1925), matemática (em Leipzig), sociologia (em Paris), literatura comparada (em Nápoles) e política (em Berlim); além de dedicar-se à música. Em março de 1930 casou com Helena Carpeaux que o acompanhou por toda a vida. Dedicou-se intensamente à literatura e ao jornalismo político, carreiras que deixou em Viena com passagens como redator da revista semanal Berichte zur Kultur und Zeitgeschichte articulistas do jornal Neue Freie Presse. Abandonou o Judaísmo em 1933[1], converteu-se à religião católica e acrescentou Maria e Fidelis ao seu nome, este último por pouco tempo. Tornou-se homem de confiança de dois primeiros-ministros em Viena, Engelbert Dollfuss e Kurt Schuschnigg, respectivamente os últimos primeiro-ministros antes da Aústria ser incorporada ao Reich alemão. Com a queda deste último, foi obrigado a seguir para o exílio. Em princípios de 1938, foge com a mulher para Antuérpia (Bélgica), onde ainda trabalha como jornalista na Gaset van Antwerpen, maior jornal belga de língua holandesa. Diante da escalada nazista, Carpeaux se sente inseguro e foge com a mulher, em fins de 1939, para o Brasil. Durante a viagem de navio, estoura a guerra na Europa. Recusando qualquer ligação com o que estava acontecendo no Reich, muda seu sobrenome germânico Karpfen para o francês Carpeaux. Ao desembarcar, nada conhecia da literatura brasileira, nada sabia do idioma e não tinha conhecidos. Na condição de imigrante, foi enviado para uma fazenda no Paraná, designado para o trabalho no campo. O cosmopolita e erudito Carpeaux ruma para São Paulo. Incialmente passa dificuldades; sem trabalho, sobrevive à custa de desfeitas de seus próprios pertences, inclusive livros e obras de arte. Poliglota, o homem que já sabia inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, flamengo, catalão, galego, provençal, latim e servo-croata, sem dificuldades, em um ano aprendeu e dominou o português. Em 1940, tentou ingressar no jornalismo nacional, mas não consegue. É então que escreve uma carta a Álvaro Lins a respeito de um artigo sobre Eça de Queiroz. A resposta veio em forma de um convite, em 1941, para escrever um artigo literário para o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Seu artigo é publicado e assim ganhou um emprego. Iniciava uma publicação regular. Até 1942, Carpeaux escrevia os artigos em francês, que eram publicados em tradução. Mostrando sua grande inteligência e erudição, divulgou autores estrangeiros pouco ou mal conhecidos entre nós e tornou-se um grande crítico literário. Nesse mesmo ano de 1942, Otto Maria Carpeaux naturalizou-se brasileiro. Ainda nesse ano, publica o livro de ensaios Cinzas do Purgatório. Entre 1942 e 1944 Carpeaux foi diretor da Biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1943, publica Origens e Fins. De 1944 a 1949 foi diretor da Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas. Em 1947 publica sua monumental História da Literatura Ocidental - o mais importante livro do gênero em língua portuguesa - no qual analisa a obra de mais de oito mil escritores a partir de Homero aos mestres modernistas. Em 1950, torna-se redator-editor do Correio da Manhã. Em 1951, publica Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira, obra singular na literatura nacional - reunindo, em ordem cronológica, mais de 170 autores de acordo às suas correntes, da literatura colonial até nossos dias. Sua produção crítica literária é intensa, escrevendo em jornais semanalmente. Em 1953, publicou Respostas e Perguntas e Retratos e Leituras. Em 1958, publicou Presenças, e em 1960, Livros na Mesa. Carpeaux foi forte opositor do Golpe Militar, em 1964, redigindo artigos acerca da retrógrada autoridade da então nova ordem militar, participando de debates e eventos políticos. Em 3 de fevereiro de 1978, morreu no Rio de Janeiro de ataque cardíaco.

    81 Livros
    105 Seguidores

    Otto Maria Carpeaux