A Máquina de Matar - Biografia Definitiva de Che Guevara

    Nicolás Márquez

    Vide Editorial
    2023
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788595071964
    Português Brasileiro

    A coisa mais abominável para as esquerdas, hoje, é sem dúvida um macho branco adulto, misógino, que trate as mulheres como objeto; homofóbico e violento contra homossexuais; racista contra negros e índios; insensível, impiedoso, autoritário, sem abertura para o diferente. É bastante curioso que, estampado em suas camisetas e bandeiras, e em tantos outros souvenirs comercializados, esteja a face de um homem fardado que personafica tudo isso de maneira excelente, e sobretudo que, por qualquer pretexto banal, matava: tinha o gosto incontrolável de matar. Nesta biografia, que se pretende definitiva, o argentino Nicolás Márquez serviu-se de fontes primárias, como as cartas do próprio Che e os relatos de quem convivia com ele, e absorveu inúmeras outras biografias, especialmente as laudatórias, de autores de esquerda. Aqui o leitor verá narrada a verdadeira vida de Ernesto Guevara de la Serna, desde o menino deixado de lado pelos pais, o adolescente sujo e rebelde, o jovem peregrino dos “diários de motocicleta”, e também o carniceiro de La Cabaña, o tirano do terror, o político inepto e arrogante, até sua morte fuzilado na Bolívia. Esta biografia arrepiante, e sinistramente trágica, é muito diferente de como a querem pintar os que lucram com sua imagem e os intelectuais marxistas de hoje — que, como dizia Nelson Rodrigues, trazem no bolso cada um a sua própria ditadura.

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    Michela Gama Wakami picture
    Michela Gama Wakami10/09/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Importante

    Um livro impactante com muitas informações importantes, que nos mostra a verdadeira face do guerrilheiro que matou sem dó e sem piedade, centenas de pessoas, direta ou indiretamente. Trecho do livro: Assim, impôs-se a máxima a que recorrem constantemente seus justificadores: O Che morreu por um ideal, frase utilizada até por quem não compartilha das idéias de Guevara, mas reconhece, com indigência, que ele deu a vida por elas. Argumento pobre, mas eficaz, pois o que transcende em Guevara não é que ele morreu por suas idéias, mas que fuzilou impiedosamente por impô-las.

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