O que é verdade? O que é invenção? Essas perguntas sempre rechearam a cabeça do menino. Seu olhar para a vida via o que ele tanto sonhava. E, assim, o menino ia se fazendo gente. Todavia, transformar-se em gente não é tarefa fácil. O menino muito sofreu, muito chorou. Olhava o pai e não entendia por que seu pai não era como os outros tantos pais: Homens de palavras, homens de carinhos, homens de festa. Não. Seu pai era silencioso, triste. Seu olhar era distante, seu passo era trôpego, seu carinho era vago. Assim, o menino teria que aprender a amar esse pai. Teria que aprender a conversar com esse pai. A ser o filho que talvez seu pai desejasse. Essa é a história de um menino. Ou melhor: A história de um menino e de seu pai. Um menino como qualquer outro. Um menino que só queria ter um pai como aquele com que sempre sonhou.

