Faça-os ler! - Para não criar cretinos digitais

    Michel Desmurget

    Autêntica
    2023
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788554126834
    Português Brasileiro

    Ler por prazer é um importante antídoto contra o surgimento do “cretino digital”. Centenas de estudos mostram que essa prática traz enormes benefícios para a linguagem, os conhecimentos gerais, a criatividade, a atenção, as competências de escrita, as competências de expressão oral, a compreensão dos outros e de si mesmo, e a empatia, com um impacto considerável no sucesso acadêmico e profissional. Nenhum outro hobby oferece tantas vantagens. Através da leitura, as crianças nutrem os três pilares fundamentais da sua humanidade: competências intelectuais, competências emocionais e competências sociais. Michel Desmurget mostra que nossos filhos leem cada vez menos, rejeitando a ideia de que as crianças em idade escolar aprendem a ler quando conseguem decifrar letras, e nos lembra que ler é compreender. Examina os fundamentos dessa compreensão e identifica as alavancas que permitem aos pais encorajar e manter o gosto pela leitura nos seus filhos. Por fim, sem negar o papel da escola, defende que a instituição de ensino nunca poderá compensar um ambiente familiar insuficientemente estimulante. Essa síntese de interesse geral fornece informações essenciais, principalmente aos pais, sem nunca os fazer sentir culpados. Fascinante e poderosamente benéfico!

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    Cristiane Silva de Oliveira20/03/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leiam!

    “Leiam, leiam muito, vocês nunca lerão demais. [...] É preciso ler quando se é jovem. É preciso ler quando se envelhece.” Pág 15 O autor deste livro é um pesquisador francês, que é especialista em neurociência cognitiva, e neste livro ele vai tentar te convencer, se você ainda não acredita nisso, da importância do hábito da leitura. Através de citação de muitos estudos e dados comparados entre vários países do mundo, o autor nos traz um panorama da situação atual do desenvolvimento cognitivo das crianças relacionados ao hábito de ler por prazer. O livro cita muitas pesquisas feitas na França, mas sinceramente, imagino que se o autor tivesse dado exemplos de pesquisas realizadas no Brasil, o resultado não seria tão diferente. E infelizmente, alguns dados que o autor traz são alarmantes. O que faz as pessoas e mais especificamente as crianças não desenvolverem o hábito da leitura? Em nosso mundo atual, isso se deve quase exclusivamente ao uso exacerbado de telas; computadores, smartphones, tablets…. Por isso, o autor traz a importância de cultivar desde cedo nas crianças o costume de ler, especialmente, a leitura compartilhada e brincadeiras divertidas e criativas com as crianças. E sim, para mudar este cenário, é fundamental que a criança tenha um momento de leitura em casa, e não apenas na escola. E para isso podemos começar incentivando com poucos minutos de leitura diária. Gente, sobre esta questão dos jogos incentivando a leitura, eu me lembro claramente de quando estava aprendendo a ler, que minha mãe brincava comigo quando saíamos na rua, fazendo com que eu procurasse as letras nos lugares que a gente ia. Mesmo ela tendo estudado muito pouco, eu tenho certeza que isso contribuiu muito para que eu me tornasse uma leitora ativa 🥲 Achei que o livro fica um pouco repetitivo e técnico demais em alguns momentos para ser considerada uma leitura fluida, mas a importância do tema e meu interesse no assunto fizeram com que eu lesse super rápido e me fizesse refletir muito. Fica o convite pra você que trabalha na educação ou que é pai ou mãe de crianças pequenas pra conhecer este livro extremamente importante. “Como não reconhecer nessas sinistras distopias os traços de um mundo para o qual estamos lentamente caminhando? O Ocidente não está reunindo, em um único e mesmo modelo, os piores temores de Ray Bradbury, George Orwell e Aldous Huxley? Nossos filhos não lêem mais, ou quase não lêem; seus cérebros são entorpecidos por telas recreativas, suas vidas se desenrolam inconscientemente sob constante vigilância digital, e seus sonhos estão diminuindo cada vez mais, aprisionados no enredo consumista de lazer e aparências. Isto constitui uma vida?” Pag. 226

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