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    Mickey7 -

    Andy Weir, Edward Ashton

    Planeta Minotauro
    2023
    285 páginas
    9h 30m
    ISBN-13: 9788542223781
    Português Brasileiro
    3.6
    462 avaliações
    Leram540Lendo35Querem413Relendo0Abandonos11Resenhas145
    Favoritos12Desejados413Avaliaram462

    PRESCINDÍVEL. Clone humano utilizado para serviços de alta periculosidade em missões de exploração espacial. A personalidade e as memórias de um prescindível podem ser mantidas intactas e transferidas para um novo corpo, se e quando o corrente hospedeiro morrer. Mickey Barnes é um prescindível, agora em sua sétima iteração, vivendo – e morrendo – entre seus companheiros na colônia especial gelada e praticamente inabitável de Niflheim. Alguns o consideram imortal. Outros acreditam que ele é um monstro sem alma. Nos últimos nove anos, tem sido enviado a missões praticamente suicidas, sujeito a experimentos que testam os limites da resistência humana, tudo pelo bem maior da espécie. Durante uma missão de reconhecimento, Mickey7 acaba ferido e é largado para morrer. No entanto, contra todas as possibilidades ele consegue sobreviver e retornar à base. O problema é que, dado como morto, Mickey7 já havia sido substituído pela próxima geração: Mickey8. Nenhum dos clones está disposto a se reciclar, mas, se alguém descobrir que existem múltiplos Mickeys, ambos serão executados – e não haverá um Mickey9. E esse não é o único segredo guardado por Mickey7: por um mês, ele não fez o upload de suas memórias, deixando seu clone no escuro sobre sua “quase morte” e um encontro com os habitantes do planeta gelado, supostamente irracionais. Mickey7 também não sabe como todas as suas versões anteriores morreram, e as mortes que ele consegue recordar deixaram marcas profundas... o que o faz desconfiar das reais intenções da colônia.

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    Resenhas (145)Ver mais
    Sidney Danillo de Moraes Lopes picture
    Sidney Danillo de Moraes Lopes03/04/2025Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Obra interessante, mas com muitas ressalvas

    Lançado em 2022, Mickey7 é um livro escrito por Edward Ashton que parece ter nascido com sorte acima da média: imediatamente após o seu lançamento já teve seu direitos de adaptação adquiridos e no presente ano o filme chegou aos cinemas tendo o aclamado Bong Joon-Hoo como diretor. Infelizmente eu cometi uma falha aqui e ainda não vi o filme, então vou tratar somente da obra original nesta resenha. A premissa de Mickey7 é bem interessante: em um futuro que parece muito distante, a Terra já espalhou sua raça por todo o Cosmos, através de diversas colônias. Nilfhein é uma delas, um planeta frio e inóspito e sua missão de colonização está recrutando pessoas de diversas áreas. Mas, em um mundo onde historiadores são desvalorizados, nosso personagem principal, Mickey Barnes, especialista em história, não tem nenhuma grande utilidade. Mas Mickey precisa urgentemente sair do planeta onde vive e acaba aceitando a posição que ninguém quer: a de PRESCINDÍVEL, o trabalhador não qualificado que faz as piores tarefas, desde instalar equipamentos em meio à radiação até testar patógenos e vacinas em seu próprio corpo. E sempre que o prescindível morre, sua mente já está gravada em um banco de dados e é transferida a um clone feito sob demanda, com a reserva de proteínas da colônia. A vida de Mickey não é facil, ele já passou por 6 ciclos de morte/ renascimento (daí o título Mickey7) e ele quase precisa da sétima: em uma das missões, ele cai em um poço profundo e é dado como morto. A colônia recebe esta informação e já manda fabricar o oitavo, mas Mickey7 não morreu e tem que lidar com o problema de ter um duplo seu perambulando por aí quando volta para as instalações da colônia. Faz-se necessário salientar que nesta sociedade, à ninguém é dado o direito de possuir um duplo, por conta de um contexto relatado ao longo da trama. Então, boa parte do livro trata desta interação entre os clones e dilemas sobre quem tem mais direito à vida e etc etc. O livro é escrito em um tom mais descompromissado e diria que é indicado até para aqueles que não estão tão familiarizados com a ficção científica por conta disso, até para que estas pessoas tenham contato com as pitadas de Hard Sci-fi que o livro possui e irem para um Arthur C Clarke ou Cixin Liu depois. Outro motivo pelo qual este livro tende a agradar os "não-iniciados" é que ele contém alguns conceitos interessantes e filosóficos diversos, mas não se aprofunda em nenhum deles. Então, já que muitos acusam o Sci-fi de ser prolixo, isso pode explicar em parte o sucesso tão imediato. Eu particularmente não gostei tanto desta falta de aprofundamento, as partes das quais eu mais gostei foram justamente as que mais sofreram críticas nas poucas resenhas que li aqui no Skoob: era quando o autor falava sobre as histórias de outras colônias, expandindo aquele universo, que eu mais me divertia com a leitura. Quem gosta de ficção científica sabe que uma das coisas mais legais do estilo é a criação de mundos, quanto mais verossímil, melhor. Ainda sobre essa expansão da história, que "corria" paralelamente à trama principal, tenho que destacar aqui a história de Alan Manikova: um vilão excelente, muito bem argumentado e desenvolvido em pouquíssimas páginas. Quem leu o livro sabe que o autor contou a história desse personagem para justificar o motivo de não terem clones de forma indiscriminada em um universo onde a tecnologia para isso está plenamente estabelecida. Mas eu acho até meio pueril o autor não ter pensado nos mais poderosos simplesmente quebrando esta regra e criando clones por baixo dos panos; acho inocente também uma sociedade que criou a tecnologia de motores de espaçonaves movidos por matéria escura e que já tem colônias em diversos planetas ainda precisar empregar seres humanos pra testar bactérias no corpo e fazer trabalhos manuais de reparo em locais inóspitos. Poxa, na cena inicial do livro, onde Mickey7 é dado como morto, ele estava fazendo um trabalho de reconhecimento de perímetro ou coisa parecida... Você tem espaçonaves e máquinas de clonagem, mas precisa de um imprescindível pra fazer reconhecimento de área e não tem um simples drone pra fazer isso? É neste tipo de detalhe que um autor do gênero precisa pensar, entendem ? Caso contrário, tudo fica muito infantojuvenil e bobo, pouco crivel. Ah!, fora o fato de Mickey ter 6 mortes TERRÍVEIS e não ter nenhuma sequela psicológica por isso. O autor aparentemente nunca leu nada sobre stress pós-traumático. No mundo real, a pessoa sofre uma tentativa de assalto e já fica totalmente traumatizada, mas Mickey já foi devorado vivo, já cuspiu sangue até a morte - que foi lenta, aliás - mas para ele está tudo bem. O caso é que eu gostei do livro sim, me diverti - eu sei que não dei essa impressão - mas a verdade é que preferia ler um livro sobre Alan Manikova ao invés de ficar vendo a interação sem graça entre Mickey7 e Mickey8, ver eles fazendo ménage com a namorada do 7 e etc etc etc., enquanto que conceitos realmente legais são tratados de forma mais superficial. Parece que há uma continuação deste livro, mas se sair por aqui eu não vou ler não, tem obras com muito mais potencial na minha atual pilha de leitura pra ler !! "AGORA, É SEGUIR PARA O PRÓXIMO, CERTO?" TS: Mdou Moctar - Funeral For Justice (2024)

    340 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 462
    • 5 estrelas10%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas41%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas1%
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    Andy Weir

    Andy Weir nasceu e foi criado na Califórnia. Seu pai é um físico de partículas, e Weir cresceu lendo ficção científica clássica, como as obras de Arthur C. Clarke e Isaac Asimov. Com 15 anos ele começou a trabalhar como programador de computador para Sandia National Laboratories. Estudou ciência da computação na Universidade da Califórnia San Diego, mas não se formou. Trabalhou como programador para várias empresas de software, incluindo AOL e Blizzard. The Martian [Perdido em Marte, no Brasil], seu romance de estreia, incluiu uma extensa pesquisa sobre mecânica orbital, condições em Marte, história de voos espaciais tripulados e botânica. Em 2015, ''Perdido em Marte'' foi adaptado para o cinema, com Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Sean Bean e Chiwetel Ejiofor. Do diretor Ridley Scott, o filme foi nomeado para 7 categorias do Oscar e ganhou o Globo de Ouro de Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Ator.

    41 Livros
    268 Seguidores
    Califórnia, EUA

    Andy Weir