Segunda peça de Nelson Rodrigues, então jornalista, Vestido de Noiva foi escrita em uma época financeiramente difícil para o homem que se tornaria o maior dramaturgo do Brasil. Apesar do autor mostrar-se moralista, suas obras foram sempre revolucionárias. Talvez pelo retrato fiel que faz das pessoas: tão autêntico que causa espanto. Nelson Rodrigues não se limita apenas a escrever sobre a sociedade e sim, sobre a natureza humana. Seu assunto preferido é o desejo; incestos, bofetadas, estupros, pederastia, espartilhos e suspensórios. Com personagens endinheirados e referência à obras como Madame Bovary, o diálogo de Vestido de Noiva é culto e cheio de termos em francês, muito usados no Brasil dos anos 40. Porém mesmo com toda a elegância, não são imunes a mesquinharias e sentimentos impuros. Alaíde, após ser vítima de um atropelamento e entrar em coma, busca em suas alucinações ajuda da falecida cortesã Madame Clessi, que fora dona de um diário que a moça achou no sótão de sua casa, para descobrir sobre o seu casamento... com um desenrolar da trama delicioso, em meio a delírios e realidade, mais do que tudo, Vestido de Noiva fala de vingança e intencionalmente ou não, de vida após a morte, como se vê em outras criações do escritor, A serpente e Valsa nº 6.
Vestido de noiva -
Nelson Rodrigues
Frente Editora Ltda
2008
95 páginas
3h 10m
ISBN-13: 9788586166730
Português Brasileiro
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