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    Black no more - Branqueador instantâneo™

    George Schuyler

    Imã Editorial
    2023
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-14: 978-6586419351
    Português Brasileiro
    4.1
    28 avaliações
    Leram37Lendo9Querem121Relendo0Abandonos1Resenhas4
    Favoritos0Desejados121Avaliaram28

    Nova York, Réveillon de 1933. Max Disher acaba de levar um fora de uma loura que lhe disse “não dançar com negros”, quando ouve a grande notícia: um médico inventou um processo para transformar a pele preta em branca, o método Black No More.™ Seria essa a solução para o racismo no país onde a Lei delimitava o (pouco) espaço dos negros? Cansado de ser maltratado devido à sua pele escura, Max agarra a oportunidade e se transforma em Matthew, um homem branco e, portanto, capaz de conquistar respeito e dinheiro. Para conseguir tudo isso, ele passa a explorar um dos ramos mais lucrativos nos Estados Unidos dos anos 1930: o racismo. Sátira incisiva e arrasadora, Black no more escancara e escarnece dos mecanismos do racismo na sociedade, em uma crítica incisiva, irreverente e, infelizmente, atualíssima. "Schuyler expõe as fissuras de uma sociedade dividida por raça e classe. Partindo da herança de dor e violência, constrói um romance instigante, perturbador e polêmico." – Tom Farias "Um livro atualíssimo sobre os fantasmas que perseguem uma nação que não foi capaz de resolver o próprio passado colonial, racista e escravagista." – Mia Couto

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    Rodrigo Ramos picture
    Rodrigo Ramos01/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Leitura obrigatória

    Este livro é uma ficção-científica diferente, nada de alienígenas, ou viagens espaciais. Mas trata de uma viagem a um universo paralelo para explorar os meandros do preconceito de raça, em especial contra os negros. Escrito em 1931, nos Estados Unidos pós depressão, continua extremamente atual. A história trata da descoberta de um tratamento revolucionário, capaz de resolver o problema do preconceito racial nos EUA (imaginem o contexto racial da época). Este tratamento transforma negros em brancos em poucas semanas. Com a massa de negros acorrendo para se tratar e as transformações decorrentes do “sumiço” dos negros o autor discorre e crítica,de forma mordaz e irônica, todo o mecanismo, baseado na ciência e religião, de perpetuação do preconceito e como há pessoas que se aproveitam disto para prosperar e como os preconceitos vão se atualizando conforme as mudanças de contexto social. Romance espetacular que vale a pena conhecer. Nos permite boas gargalhadas apesar da seriedade do tema.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 28
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    George S. Schulyer profile picture

    George S. Schulyer

    George Schuyler foi um proeminente jornalista, autor e crítico social afro-americano conhecido por seus textos provocativos e polêmicos. Sua juventude foi marcada por humilhações por sua cor e classe social, o que moldou sua visão sobre o racismo. Quando servia como oficial da marinha, agrediu um subordinado que se recusou a “servir a um negro” e desertou. Passou a escrever artigos inflamados e foi cooptado pelo grupo de Marcus Garvey, supremacista negro que exortava os afro-americanos a emigrarem para a África. Schuley logo começou a ironizar tanto as propostas messiânicas de Garvey quanto as utopias socialistas. Seu sarcasmo demolidor lhe grajeou inimigos mas também um grande público leitor. Seus textos afiados e intransigentes contra a discriminação racial e a desigualdade social o tornaram uma voz significativa no movimento pelos direitos civis, porém uma voz dissonante, já que fazia questão de apontar a hipocrisia e a incongruência de todos os grupos, de W.E.B. du Bois a Martin Luther King, o que acabou lher aproximando do conservadorismo. Na década de 1920, Schuyler participou do Renascimento do Harlem, um movimento cultural que celebrava a arte e a literatura afro-americanas. Nos anos 1950, colaborou com Abdias do Nascimento. Seu trabalho no jornalismo e na literatura, ainda que polarizador, oferece insights únicos sobre as complexidades da raça e da sociedade. Schuyler continuou a escrever e expressar suas opiniões ― quase sempre contrárias ― até sua morte em 1977. Seu legado como escritor provocativo e questionador é hoje objeto de discussão nos campos da literatura e do jornalismo afro-americano, bem como nos debates sobre o racismo.

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    George S. Schulyer