A Ferro e Flores -

    Lygia Barbiére

    Lachâtre
    2018
    544 páginas
    18h 8m
    ISBN-13: 9788582910726
    Português Brasileiro

    Um olhar de esperança diante dos obstáculos Conhecida por abordar, em seus romances, assuntos importantes da atualidade à luz da espiritualidade, a brilhante autora Lygia Barbiére traz mais uma vez à tona, na obra A Ferro e Flores, um tema de grande relevância que merece ser tratado na literatura, que é o alcoolismo. Listado entre os dez principais problemas de saúde pública do mundo, a alcoolemia é a quarta doença mais incapacitante, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Nas páginas dessa envolvente trama, histórias de vidas entrelaçadas por fios invisíveis vão se desenhando. O que parecia ser uma noite comum de um grupo de jovens em busca de diversão muda drasticamente o destino dos personagens envolvidos e suas famílias. Mas só um olhar além pode trazer respostas mais esclarecedoras sobre os fatos. Mergulhando no universo de sentimentos profundos e descobertas importantes para a construção de novos caminhos, essa obra faz um alerta sobre as escolhas e suas consequências. Um obstáculo pode ser percebido como limite ou oportunidade de superação. Esse entendimento pode ser a diferença que necessitamos para encontrar a solução que buscamos. Um romance emocionante, que nos convida a fortalecer nossa esperança diante dos momentos difíceis que atravessamos, ajudando-nos a compreender que a ferro e fogo nada se consegue, mas A ferro e flores, tudo pode se transformar.

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    Felipe Siciliano Consolini 02/11/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Quando existe o amor, a fé e a esperança, tudo se torna possível"

    O alcoolismo é uma doença crônica responsável por 10% de todas as mortes no Brasil, causa sérios problemas de saúde, enormes prejuízos, abala as familias e a sociedade... Esse é o tema apresentado no livro "A ferro e Flores", romance espírita de Lygia Barbiére Amaral, autora de livros como "A Luz que vem de dentro, O Silêncio dos domingos, O sono dos hibiscos e O Jardim dos girasóis". Hoje em dia o alcool é infelizmente um problema constante que a sociedade enfrenta, sendo este causador de muitos problemas e perigos. Sendo tratado de maneira interessantissima e abordado de forma surpreendente, a trama focou muito bem nas consequências dessas ações e mostrou como se deve lidar com isso, com persistencia, determinação e o mais importante, a fé. O livro conta a história de vários personagens que estão interligados entre si desde outras vidas e precisam aprender a lidar com as situações dificies, superá-las, aprender lições novas, evoluir espiritualmente e de fato provar que estão preparados para suas determinadas missões. A história é tão bem narrada, tão bem detalhada e construída, que ao ler nos perguntamos se tudo aquilo não acontecera realmente, tal como foi descrito. A autora soube abordar o tema de forma maravilhosa e soube como cativar o leitor até o final, torcendo para que os personagens encontrassem as soluções para os seus problemas ligados ao alcool. Temos a trama de Mag e Silvio, casados a bastante tempo. Silvio é alcoolatra, mesmo que não admita isso e Mag começa a perceber que a sua relação com o marido já não é mais a mesma. Suas filhas, Ana Teresa e Ana Patrícia (gêmeas) nunca colocaram sequer uma gota de alcool na boca e sempre foram muito obedientes e educadas. Ana Teresa namorava com Caian, um adolescente "descolado" que não perdia uma oportunidade para beber e Ana Patrícia por sua vez, gostava de Pedro, sendo este contra o alcool e mantinha sempre o bom senso. Porém, em uma festa Ana Teresa teve seu primeiro contato com a bebida e Caian a incentivou. Por causa deste ato de irresponsabilidade, sofrem um acidente, Pedro e Caian desencarnam no mesmo instante, Ana Teresa fica em coma por um tempo e a irmã não pode mais mexer as pernas. Também nos é apresentada a história de Thalita que possui um pai alcoolatra que não a considera mais como filha. Sua vida dá uma volta quando o pai acaba ficando muito doente e ela precisa cuidar dele e acompanha-lo em seu tratamento. "A Ferro e Flores" possui muitos personagens recorrentes que se ligam uns aos outros, todos passando de certa forma por problema relacionado ao alcool e suas consequências de outras e dessa vida, fazendo parte de um carma e de várias provações para a evolução espiritual de cada um. O nome do livro significa quais são as maneiras para a superação e a solução dos problemas trazidos pelo alcoolismo. O elemento ferro simboliza a disciplina, sendo que aferro quer dizer perseverança, dedicação, constância... Tudo o que é preciso para vencer a doênça, mas acima de tudo a presença das flores se faz necessária, estas representam a esperança, a fé, o AMOR. Daí percebemos que a ferro e fogo, nada consegue, mas quando existe o amor, a fé e a esperança, tudo se torna possível. A presença espiritual no livro é constante e confortante. Os espiritos aprendem, evoluem e ensinam com seus erros e aprendizados, entendendo a verdadeira função de suas experiências e de seus atos. Para quem gosta ou é adepto ao espiritismo, a dica é ótima. Mesmo para aqueles que não acreditam, professam ou gostam, vale muito a pena ler, pois vários conceitos sobre o alcool, suas consequências e como fazer para superar todas essas situações são mostrados de forma abundante e provida de esperança e amor. Uma ótima leitura com certeza, me identifiquei em vários momentos com alguns personagens,até porque já tive na familia problemas relacionados a isso... Mas o importante acima de tudo é que não podemos deixar de ter fé e de acreditar ao máximo que vamos conseguir, esse é um dos ensinamentos do livro, não importa em que acrditamos e o que professamos, o importante é nunca desistir. O legal também é que logo no fim do livro, nas últimas páginas se encontram vários grupos de apoio e orações. Realmente, fantástico. Deixo aqui dois trechos de um poema da Cecília Meireles, citado em muitos capítulos pela personagem Thalita: " O cipreste inclina-se em fina reverência e as margaridas estremecem, sobressaltadas" "Somente a árvore seca fica imóvel, "Entre borboletas e pássaros." Por Felipe Siciliano Consolini

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