Nota 3,5/5 estrelas (⭐⭐⭐⚡).
15° Nacional de 2025.
De forma repentina, LINO acorda em um mundo mágico desconhecido, totalmente "dememoriado" sem saber quem é e como chegou lá. A única coisa que sabe é que está portando uma vassoura, um chapéu pontudo de bruxo e que sente uma estranha conexão com TRISTAN, o jovem vestido com armadura de cavaleiro e que se dispõe quase imediatamente a ajudá-lo nessa jornada em busca de recuperar sua memória, mesmo sabendo que bruxos não são nada bem-vindos naquele mundo.
CONSIDERAÇÕES:
Este conto foi meu primeiro contato com a escrita do autor ELIEL BARBERINO e gostei o suficiente para querer ler outros textos dele. A leitura foi uma surpresa boa pra mim porque eu não sabia do que se tratava a história, escolhi o conto no KindleU pela capa (achei muito fofa) na tentativa de aliviar essa longa e irritante ressaca literária em que estou.
A história é curta (32pgs), envolvente e emocionante na medida certa, consegue ser ao mesmo tempo bonita e triste, principalmente quando descobrimos o plot twist (este foi inesperado pra mim). Também gostei muito do Posfácio onde o autor fala de suas referências para a história, inclusive amo um dos filmes citados!
Enfim, é notória a habilidade do autor em misturar os gêneros fantasia e drama em pouquíssimas páginas, trazendo mensagens importantes, sendo a principal delas: o poder do amor, da amizade e da esperança.
TRECHOS MARCANTES:
📌 "Não se lembrava de nada do seu passado, mas tinha duas estranhas sensações: a de que já conhecia Tristan de algum lugar e a de que as coisas não deviam ser como são. Por mais que vasculhasse suas memórias nada encontrava. Seu passado era um enorme livro em branco. Examinou seu chapéu de bruxo, a vassoura e sua capa. Tristan devia ter razão, ele deveria ser um bruxo."
📌 "Eu sou um amante de histórias tristes, mas toda tristeza precisa ser justificada. O ser humano suporta tudo, menos uma vida sem sentido, e o poder do ser humano consiste justamente em dar sentido ao sofrimento, que muitas vezes nos parece ser gratuito. A isso, os filósofos chamam de esperança."
📌 "O amor e o sofrimento andam lado a lado. Como já refletiram tantos autores, amor não é sinônimo de bondade ou conforto, mas um compromisso com o outro e um entendimento de que amar as vezes exige permitir e suportar sofrimentos."