A Rose for Emily -

    William Faulkner

    Grapevine India
    2022
    59 páginas
    1h 58m
    ISBN-13: 9789356300163

    The short tale A Rose for Emily was first published on April 30, 1930, by American author William Faulkner. This narrative is set in Faulkner's fictional city of Jefferson, Mississippi, in his fictional county of Yoknapatawpha County. It was the first time Faulkner's short tale had been published in a national magazine. Emily Grierson, an eccentric spinster, is the subject of A Rose for Emily. The peculiar circumstances of Emily's existence are described by a nameless narrator, as are her strange interactions with her father and her lover, Yankee road worker Homer Barron.

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    Denise Maria Souza João13/04/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ambientado na cidadezinha fictícia de Jefferson, no Mississippi, este conto foi o primeiro de Faulkner a ser publicado numa revista de alcance nacional, The Forum. Escrito de forma não-linear e narrado por uma voz coletiva (nós), o fato de não seguir uma ordem cronológica e apresentar alguns eventos mais de uma vez, sugere que essa voz coletiva seja a própria cidade, onde alguns testemunham uns acontecimentos e outros não, ou o mesmo acontecimento é contado sob uma ótica diversa. O conto inicia-se com a morte da protagonista, aos 74 anos, que há muito tempo isolara-se em sua casa, onde a única outra pessoa cuja presença era permitida era Tobe, um negro que servia como mordomo, jardineiro e faz-tudo. Emily Grierson é a típica representante da aristocracia sulista da pré-guerra, essencialmente escravocrata e separatista. Ela e seu pai foram os últimos remanescentes de sua família e enfrentaram tempos difíceis após a Guerra Civil. Quando seu pai morre, ela demora a reconhecer o fato, numa atitude até mesmo infantil de negar a morte e impedir o sepultamento do corpo por dias. Ele havia impedido que ela se casasse, e agora, aos 30 anos, totalmente dependente dele, sentia-se abandonada. Pouco tempo após a morte do pai, como as calçadas tivessem que ser pavimentadas, vêm trabalhadores negros do norte, bem como um capataz, Homer Barron, um homem grande, seguro, com vozeirão e olhos brilhantes. Logo ele conhece todos na cidade. Quando Emily começa a ser vista com ele, as pessoas acham bom que ela tenha alguém com quem se divertir um pouco, mas quando a coisa parece séria, todos - em especial a velha guarda da cidade - acham que seria conveniente chamar seus parentes do Alabama para lembrá-la de que ela é uma Grierson. Além disso, há rumores de que Barron costuma beber com homens jovens - o que na época não necessariamente pode ter significado sexual, mas social -, e não é o que se considera “alguém para casar”. E chegam duas primas. Na ocasião, como as obras haviam sido concluídas, Barron sai da cidade, mas as fofocas dão conta de que seria temporário, de que haveria o casamento, pois haviam visto Emily comprar todo um kit de prata de toalete com as iniciais H.B., bem como trajes masculinos elegantes, incluindo um pijama. Após a saída das primas, Homer é visto entrando na casa de Emily e depois nunca mais se sabe dele. Curiosamente, embora eu estivesse pensando por qual obra deveria começar a ler Faulkner, por ocasião da leitura de Ópera dos Mortos, de Autran Dourado e a intertextualidade entre aquela obra e este conto, comecei por aqui. E que porta de entrada! Esta narrativa pode ser analisada por vários ângulos, tanto da tentativa da manutenção da tradição e dos privilégios - por ter uma vez sido isenta de impostos pelo prefeito, Emily se recusa a pagá-los pelo resto da vida -, quanto da relação norte (progressista) -sul (tradicionalista), sendo Emily a herdeira casamenteira apegada ao passado e Homer o bon-vivant que não quer amarras. Também pode ser analisada pela perspectiva da infelicidade gerada pelas obrigações sociais: esperava-se de Emily que sempre agisse de acordo com suas raizes aristocráticas, ela mesma era uma vítima do autoritarismo patriarcal que impediu que ela fosse livre, se casasse, saísse de casa. Por outro lado, esta aristocracia, ainda que falida, lhe permitia não ser questionada, como quando ela compra veneno sem dizer para quê ou quando não permite que entrem em sua casa quando um cheiro estranho é sentido na vizinhança. Também há a questão do relacionamento da mulher com a sociedade: mesmo isolada, sua vida é discutida por todos na cidade, inclusive é por obra dos moradores que as primas são chamadas. Como é bom ler um texto que propicia tantas discussões! Enfim… me empolguei aqui. Mas é porque o conto é muito bom! Nota: A Rose for Emily foi adaptado num curta de 1983, dirigido por Lyndon Chubbuck, com Anjelica Huston, Jared Martin e David Downing no elenco. Atualmente está disponível no YouTube.

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