Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas15
    • Leitores189
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O arrebatamento de Lol V. Stein -

    Marguerite Duras

    Relicário Edições
    2023
    244 páginas
    8h 8m
    ISBN-13: 9786589889823
    Português Brasileiro
    4.2
    57 avaliações
    Leram87Lendo7Querem94Relendo0Abandonos1Resenhas15
    Favoritos7Desejados94Avaliaram57

    O arrebatamento de Lol V. Stein (1964) é um dos romances mais célebres de Marguerite Duras. Tão enigmático quanto terreno fértil de interpretações, entusiasmou e motivou Jacques Lacan a escrever, em 1965, um texto em sua homenagem, posfácio da presente edição. Ele diz: “arrebatadora é Marguerite Duras, e nós, os arrebatados”. Duras emprega nesta obra todo o seu talento para descrições poéticas e insólitas a partir de sua protagonista, Lola Valérie Stein, cuja vida psíquica é irrevogavelmente transformada durante um baile, no qual ela presencia seu noivo dançar com uma mulher de corpo longilíneo para, em seguida, abandoná-la aos olhos de todos. Dez anos depois, um homem assumirá a narração de sua história traumática, trazendo à linguagem a fragilidade entre as fronteiras de luz e sombra, passado e presente, delírio e lucidez.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (15)Ver mais
    Yasmin. picture
    Yasmin.25/12/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A pequena louca de M. Duras

    Um livro que li envolta em nuvens de clonazepam e mirtazapina (2023 me deixou em um estado incapacitante ainda em tratamento), o que provavelmente, mas não necessariamente, intensificou o sentimento labiríntico e de desorientação que ele deixou em mim, pois Lol é uma personagem insondável, que emana obscuridade mesmo em plena luz do sol da baía. Um livro hermético e hipnotizante ao mesmo tempo, que me fez sentir mais do que entender. Fui arrebatada pelas deambulações de Lol, a pequena louca, enigmática, melancólica, obstinada e falsamente resignada, em suas idas e vindas que se assemelham ao movimento das marés do cenário em que se passa a história. Acompanhamos a fragilidade psíquica de Lol, intrincada com sua "alegria bárbara', com sua dor silenciosa, sua aparente opacidade, em uma eterna tentativa de recriar o momento do arrebatamento no baile, quando seu noivo também foi arrebatado por outra mulher, numa dupla acepção dessa palavra. Uma personagem durassiana fascinante, que me deixa a sensação de compreendê-la sem compreender de fato, que me traz um reconhecimento e entendimento que não consigo transformar em palavras, apenas sentir. Certamente muitas releituras virão. Se tornou um dos meus queridinhos junto com Moderato Cantabile e O amante. "Ela ainda se pergunta onde deveria estar esse corpo, onde exatamente colocá-lo, a fim de que pare de se queixar. - Estou menos longe de sabê-lo do que antes. Passei muito tempo colocando-o em lugares diferentes de onde deveria estar. Agora acho que estou chegando mais perto de onde ele seria feliz". - O arrebatamento de Lol V. Stein - Marguerite Duras

    18 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 57
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Marguerite Duras profile picture

    Marguerite Duras

    Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu) nasceu em 1914, em Gia Dihn (Vietnã), onde passou sua infância e adolescência. Após a morte do pai , em 1918, a mãe de Duras conseguiu uma pequena concessão de terra no Camboja (então colônia francesa), mas o terreno se mostraria incultivável e sua família viria a perder quase tudo com a chegada das enchentes. Esses dias na Ásia marcaram profundamente a vida de Duras. É a respeito dessa época uma de suas obras mais importantes, Barragem Contra o Pacífico (1950). O seu pai morreu quando tinha quatro anos de idade, e a sua mãe, uma professora, lutou arduamente para criar três filhos sozinha. Durante a adolescência, Marguerite Duras teve um caso com um homem chinês rico e retorna mais tarde a este período nos seus livros (nomeadamente O Amante e O Amante da China do Norte). Aos 17 anos viajou para França, onde estudou Direito e Ciência Política no Sorbonne, formando-se em 1935. Durante a II Guerra Mundial, marguerite Duras tomou parte da da Resistência Francesa, filiando-se também no partido comunista. Duras publica os seu primeiros livros em 1943 e 1944, Os Imprudentes e A Vida Tranquila, respectivamente. A partir de 1959 começa também a escrever argumentos para o cinema, dos quais Hiroshima meu amor é sem dúvida o mais conhecido e marcante. Em 1950, com Uma barrangem conhtra o Pacífico, Duras esteve muito próxima de ganhar o Prémio Goncourt. É no entanto apenas 30 anos depois que a injustiça lhe é reparada, ganhando o prémio por unanimidade com o romance O Amante. É uma autora muito fértil, com uma obra literária vastíssima, desde os romances aos argumentos cinematográficos. Afirma-se sempre com um estilo de beleza inconfundível, num tom duro e denso, por vezes até um pouco inacessível, mas sempre numa expressão profundamente genuína e humana das paixões, grandezas e misérias da vida. Marguerite Duras é por excelência uma escritora da condição humana, mas contudo não procura utilizar a escrita como forma de redenção e/ou salvação; antes, a escrita é uma exigência urgente, um valor supremo em que reside, uma vontade bruta de falar de si. As suas obras estão repletas de descrições belíssimas e soberbamente envolvidas na ambiência exótica da paisagem oriental, não sem deixarem reconhecer uma intensidade angustiada e desesperada, oriunda de uma constante luta da autora com as questões do amor e da morte. Durante a década de 1980, Marguerite Duras apaixona-se por Yann Andréa Steinner, um homem 38 anos mais novo. Duras viverá com Yann até à sua morte em 1996, mas não sem antes atravessar um duro período em que permaneceu junto do seu marida Robert Antelme, depois de este ter sobrevivido milagrosamente a uma captura pela Gestapo. Este período serviu de base para uma colecção de histórias curtas, intitulada A Dor (de 1985), um grito literário sobre a pressão sob que viveu.

    86 Livros
    157 Seguidores

    Marguerite Duras