Antiquário de Selvagerias, por Felipe Nascimento Felipe Nascimento é um poeta de conexões com a poesia e com quem produz poesia, e seus poemas são de densas camadas, de olhar atento e cuidadoso com um arranjo notório de um antiquário poético, onde sua escrita poética tem estilo e experiência de exercício no labor dos versos. Felipe vai da linguagem popular à hermética, uma obra de “correnteza cíclica”, corajosa e filosófica. A habilidade de Felipe como poeta e escritor é desnudar partes sensíveis para o leitor apreciar o formato da sua linguagem, uma obra expressiva, até de tarefa refutativa. O seu laboratório de pensamentos, seu labor de poeta está inteiro na obra, de Marx à alienação do trabalho, Felipe toca no tecido social para criticar com inteligência poética as camadas das desigualdades, pois o poeta também pode ser um delator da desumanização. Ler Felipe é sentir a acumulação da desvalorização do poeta: “O poeta vai à fábrica. O chão do poeta não é o papel, mas o piso acimentado da indústria, onde ele convive com os outros trabalhadores, explorados igualmente” O poeta no chão de fábrica. Uma denúncia literária. Felipe faz a operação na palavra, e dá saltos literários de qualidade em seus poemas. O seu eu poético é pronto para o debate, e vê o poeta como trabalhador fabril, à luz da história, da filosofia e das formas de existência como escritor e como poeta da vida. #literaturabrasileira #literaturanacional
Antiquário de Selvagerias -
Felipe Nascimento
Patuá
2023
72 páginas
2h 24m
ISBN-13: 9786558644866
Português Brasileiro
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