Na introdução desta graphic novel temos um excelente texto sobre a evolução das máquinas. Real até 2023. Inventado até o século XXIV. O futuro reserva uma guerra entre humanos e máquinas em que poucos de ambas as espécies sobreviverão. Como sobrevivente humano, somos apresentados a João, extremamente hostil a máquinas e armado de uma espingarda para se defender. De máquina, somos apresentados a Artur, um robô desajeitado, mas muito bem humorado, disposto a vencer todo o ódio de João para fazer um amigo. Artur salva João de um buraco, arruma um local para ele morar, ajuda-o a se instalar, criando aos poucos uma amizade, na forma do tempo que os dois passam juntos, e das memórias que criam .
E por falar em memórias: um dos textos mais lindos sobre o assunto é quando Artur confessa que tem dificuldades para escolher as memórias que tem de apagar, pois não pode nem lidar com a tristeza da perda delas.
No fundo a HQ te ensina, sem você perceber, a ter empatia, e pensar naqueles que estão sempre juntos de você , vencendo preconceitos e valorizando mais a realidade.
Você ri, chora e delícia com o passar da história.
A arte é linda, como a história se passa no meio do mato, espere muito verde, tons terrosos, azul. O predomínio de cores da estação para marcar a passagem do tempo.
Ao fim do gibi, há uma homenagem do autor aos seus artistas mentores.
Recomendo a leitura.