Diário de um Louco lembra um pouco outra obra do autor, O Capote, pela similiaridade dos protagonistas (ambos funcionários públicos de baixo escalão) e por ser em primeira pessoa. Ainda assim, é uma que se sustenta sozinha e é verdadeiramente um sarro.
Poprishchin revela em seu diário as mesquinharias e o ridículo das convenções da vida social na Rússia do século XIX. Suas ilusões de grandeza, não muito diferentes da arrogância do dia-a-dia, resistem a toda prova de desgaste e ataques por seu chefe, conterrâneos, amada e por aí vai.
Uma parte inspiradora é o momento em que o protagonista revela que consegue ler as cartas que os cães trocam - outra de suas loucuras. Mas, é a leitura de tais que revelam um humor impossível de ser reduzido.
Recomendo.