#FreeBritney
Confesso que não iniciei esse livro de forma espontânea, e sim, por que o Skeelo o inseriu no clube de leitura de março, e agradeço muito por tê-lo feito. Logo no começo, fiquei sem ar lendo os relatos de uma estrela mirim e tudo o que vivenciou tendo fama tão jovem. É impossível não se indignar com tudo o que os pais fizeram com ela e como a trataram antes mesmo dos 13 anos de curatela, e principalmente durante ela. O senso comum nos faz fechar os olhos para os abusos cometidos por pais, por supostamente eles serem as pessoas que nos trouxeram a vida e que por esse motivo sempre nos querem bem. Muitos pais não amam os filhos, são manipuladores, abusivos e tóxicos, mas para as pessoas que consideram a família uma instituição sagrada, é como se fosse um crime falar abertamente sobre isso e não querer contato. Sinto muito por esse silenciamento de quase 40 anos que os pais da Britney a impuseram, e como eles conseguiram acabar com a imagem dela na mídia e fazê-la parecer uma louca e drogada quando o máximo que ela consumiu foi álcool no início da carreira. É absurdo que eles tenham a colocado na reabilitação tantas vezes por uso de suplementos, para a mídia a considerar péssima achando que era por abuso de drogas e acabar com a sanidade mental e autoestima dela, a fazendo acreditar que é má apesar de não fazer nada de errado. Também precisamos falar sobre como os profissionais da saúde envolvidos são criminosos por submeter a Britney a todas essas coisas em nome do dinheiro sabendo que ela não consumia uma gota de álcool ou drogas. Esse livro abre um debate extenso sobre o poder da mídia na vida de alguém, do papel da família e sobre a fama. Garanto que ele supera as expectativas dos leitores em diversas formas!


